Ano quase perfeito



Desde 1969 com Rod Laver que não há um ano perfeito no tênis. Na verdade nos tempos modernos nunca houve porque o circuito mudou muito, nem mesmo as brilhantes temporadas de Roger Federer em 2005,  2006 e 2007.

Um ano só pode ser considerado perfeito se o tenista vence os quatro Grand Slams. Novak Djokovic esteve muito perto, foi às quatro finais e por dois sets não conquistou Roland Garros.
Isso de forma alguma tira o brilho do ano do sérvio que venceu seis dois nove Masters 1000 disputando oito deles e jogou 15 finais em 16 eventos. O único que tirou o gostinho do sérvio fazer final foi Ivo Karlovic, logo em Doha, no Qatar, primeiro evento da primeira semana do ano. Foram 88 jogos e 82 vitórias. Das seis derrotas, três para Roger Federer, uma para Andy Murray, outra para Karlovic e aquela que mais doeu no sérvio, para Wawrinka no Aberto da França.
Para colocar a cereja no bolo não podia faltar a conquista do ATP Finals se recuperando após uma derrota contra Federer na primeira fase. O suíço não teve a mesma atuação na final, cometeu muitos erros e viu um Djokovic mais firme.
Corroborando o ano incrível de Djokovic, igualou o retrospecto sobre seus maiores rivais com 23 a 23 contra Nadal vencendo todos os quatro jogos do ano e 22 a 22 contra Federer vencendo cinco dos oito encontros.
O desafio de Djokovic é manter o foco e o alto nível para 2016, um ano especial pela Olimpíada, um título que ele quer demais assim como Roland Garros. Difícil repetir o que fez agora, mais ele já conseguiu superar o que tinha feito em 2011, então nada é impossível.
As maiores temporadas dos tenistas Nº 1 do mundo

John McEnroe

 1984

82-3

96,5 %

13 títulos

Jimmy Connors

 1974 93-4 95,9% 15 títulos

Roger Federer

 2005 81-4 95,3% 11 títulos

Roger Federer

 2006 92-5 94,8% 12 títulos

Novak Djokovic

 2015 82-6 93,2% 11 títulos

Roger Federer

 2004 74-6 92,5% 11 títulos

Ivan Lendl

 1986 74-6 92,5%  9 títulos
Ivan Lendl  1985 84-7 92,3% 11 títulos
Novak Djokovic  2011 70-6 92,1% 10 títulos
Ivan Lendl  1989 79-7 91,9% 10 títulos
Curtinhas:
A derrota de Federer é importante pois Andy Murray fecha pela primeira vez uma temporada como Nº 2 e será o segundo favorito no Australian Open já que Roger defende título em Brisbane na primeira semana de 2016. Isso significa que Federer pode cair na semi contra Djokovic ou com Murray.


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