A culpa é de Coric



Quando se perde um confronto que no papel há boas chances e em casa, se tenta achar culpados. Só que não se pode jogar o peso em nenhum dos brasileiros e sim os croatas que foram superiores e tiveram o talento e a frieza de Borna Coric para superar seus dois jogos de simples mais a grande atuação de Ivan Dodig e sobretudo Franco Skugor.

Os croatas vieram na nossa casa, superaram o piso de saibro, a pressão da torcida – que a bem da verdade foi cordial e poderia ter sido mais efusiva – e saíram com a vaga no Grupo Mundial.
Pode até soar melancólico para o torcedor que pagou ingresso e foi para o Costão do Santinho terminar o duelo com uma desistência de nosso principal jogador na melhor partida, mas o risco que corria Thomaz Bellucci poderia agravar ainda mais um problema nas costas que carrega desde junho e que agora passa a preocupar para o fim de ano pela recorrência que vem se apresentando. Não houve desrespeito. Depois de um bom tempo, o paulista volta a mostrar fragilidade física que necessita ser cuidada independente dos pontos ou torneios que tenham no calendário.
Não podemos colocar em descrédito nossa dupla. São nove vitórias em onze confrontos, primeira derrota em cinco anos. Assim como Bellucci perderam algumas chances importantes, mas nem sempre dá pra ganhar tudo, estão com crédito lá no alto. João Souza, o Feijão, mostrou um tênis acima do que vinha jogando e só não complicou mais para Coric pois ainda faltam algumas vitórias para a confiança se elevar e o croata foi o destaque do final de semana.
Se Coric mantiver o foco e o sucesso não subir à cabeça com suas conquistas que certamente virão, esse menino, de apenas 18 anos, chega ao top 10 logo e logo e pode buscar ainda mais. É craque.
Agora o Brasil espera o sorteio desta quarta-feira para conhecer o rival no Zonal Americano. Voltamos à 2ª divisão e é remar de novo para a elite.
Curtinhas:
Dois jornalistas croatas se destacaram pelo bom-humor e simpatia na semana em Florianópolis. Vindos de Rijeka, Vladmir Juric e seu filho se encantaram com as belezas de Florianópolis, principalmente com a gastronomia local, e foram tietado pelos brasileiros e na sala de imprensa.
Trouxeram no dia final uma garrafa de 3 litros de champanhe local onde fizeramm questão de dividir com toda a imprensa brasileira e brindaram com Coric. Borna brindou, mas não quis beber. Daí não se sabe se foi vergonha pro beber na frente da imprensa ou se não é a dele mesmo.
Ivan Dodig, mesmo com o jeitão fechado, mostrou simpatia com os torcedores brasileiros.

 



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