Djokovic, o Rei da Temporada



Novak Djokovic não é o número 1 do mundo por acaso. Ficou claro na noite deste domingo. Em um jogo super equilibrado e de alto nível, a diferença foram as chances aproveitadas e os momentos importantes. Federer desperdiçou 19 break-points, isso mesmo, só confirmou quatro de 23 chances. Enquanto isso, o sérvio converteu duas oportunidades a mais, o suficiente para sair com a apertada vitória por 6/4 5/7 6/4 6/4.
Para Federer é uma derrota que dói muito mais que a de Wimbledon, onde conseguiu reunir mais oportunidades, jogar um tênis ainda melhor, mas esbarrou na fortaleza mental do sérvio.
As expressões de Miroslava Federer demonstravam tudo. No quarto set era o semblante de “nossa, meu Deus, de novo…”, algo sincero, mas que não ajudaram em nada o marido dentro de quadra. Mesmo com todos os pensamentos negativos, é preciso transmitir positividade pra dentro de quadra, seja marido, mulher, namorado, técnico, preparador físico.
Pela primeira vez o sérvio sai de quadra e não agradece ao público no discurso. Claro, eram mais de 20 mil torcendo contra, querendo que Federer voltasse a triunfar nos Slams.
O lado ruim é que Federer vai se tornando cada vez mais freguês do sérvio em jogos de cinco sets, foi sua terceira derrota seguida em finais de Majors. O lado positivo é que o suíço se motiva ainda mais para tentar na próxima vez. Ele a cada dia joga melhor e mostra seu talento principalmente nas condições mais velozes.
Ficou claro também na decisão que as apimentadas declarações de Boris Becker e rebatidas de Federer quanto ao SABR, o ataque suicida de Roger nas devoluções, fizeram efeito dentro de quadra. Quando a coisa apertou no segundo e terceiro sets, Nole gritava nos erros não-forçados do sérvio. Isso é mais comum entre as mulheres onde se sabe que existe mais animosidade.
Como prêmio pelos três títulos de Slam no ano e quatro finais, Djokovic já garante o número 1 ao fim do ano. Justo. A diferença dele para Federer é de 6,7 mil pontos, algo que Roger só poderia alcançar pra lá do ano que vem.
Cilic fora – O Brasil vira favorito no confronto deste final de semana da Copa Davis com a desistência de Marin Cilic por lesão no tornozelo contraída durante o US Open. Borna Coric vira o número 1 da equipe e enfrenta João Souza, o Feijão no primeiro dia. Ivan Dodig deve ser o segundo simplista do time, um ótimo jogador de simples, mas que no saibro não mete medo nenhum. Por outro lado a responsabilidade cai muito mais no colo de nosso time e de Thomaz Bellucci que vem em boa fase e mais pressionado por conta da fase nada boa de Feijão. Nossa dupla também fica mais favorita já que Cilic seria um potencial jogador para o sábado com Dodig.


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