Bellucci x Murray – Saque e paciência



Thomaz Bellucci alcança pela primeira vez a terceira rodada do US Open e volta a esta fase de um Grand Slam após mais de quatro anos. Tudo fruto da consistência de nível de jogo adquirida desde março quando reativou a parceria com João Zwetsch e o aprimoramento físico de André Cunha. Ele não vem perdendo como antes para jogadores abaixo no ranking.

Foram duas boas vitórias em Nova York, suando muito pouco, economizando boa energia, mas que não deveriam causar nenhuma euforia, afinal pegou tenistas fora do top 100 e com nível abaixo. Cumpriu bem o dever de casa. Só isso.
Contra Andy Murray, no sábado, é mais uma oportunidade de coroar o bom ano que vem tendo com aquela vitória que está faltando. O físico será muito importante. Está fazendo calor em Nova York, que não é a temperatura da Austrália, mas causa estragos semelhantes pela alta umidade, algo que é desafiador para o paulista. E o escocês tende a minar Bellucci sempre devolvendo uma bolinha a mais, com uma variação que pode mexer com a cabeça dele. O segredo será o serviço, ganhar pontos de graça diante de uma das melhores devoluções do circuito, e, claro, ter paciência. Muita. Mas não ser passivo que aí entrará na onda dele.
Falando em Murray, ele pega a pior chave dos tops no torneio. Kyrgios na estreia, o talentoso Mannarino na segunda e Thomaz na terceira. Ninguém gosta de enfrentar o potente jogo do brasileiro.


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