A Salada de 2016. Brasil Open vai ter que rebolar



Certamente a ATP precisou de um grande jogo de cintura para elaborar o calendário de 2016 que foi divulgado nesta sexta-feira com uma salada mista danada.

Alguns podem dizer que ficou confuso igual a alguns campeonatos estaduais de futebol e apertado como o Campeonato Brasileiro, mas penso no lado deles como deve ter sido difícil negociar com diretores de torneios para colocar seu evento aqui e ali por conta da Olimpíada do Rio de Janeiro que começa no dia 6 de agosto.
E quem se deu pior na jogada ? No começo do ano foi o Brasil Open voltando a dividir a semana com dois ATP 500 e na semana anterior à Copa Davis e trocando com Buenos Aires que volta a ser na semana anterior ao Rio Open. Vai ter que rebolar e torcer para que se tenha algum confronto com algum bom nome por aqui pela América do Sul para tentar atrair algum top 20 ou ter um caixa bem gordo para tal.
Pior mesmo foi Bogotá, na semana da Olimpíada. Vai ser difícil pro torneio trabalhar com algum top 50. Sempre tem um ou dois que não dão tanta bola pros Jogos Olímpicos, mas se vierem jogar um ATP 250 na América do Sul é claro que vão preferir estar no Rio de Janeiro, não concorda ?
Olha como ficou louco o mês de julho. Teremos na semana da Copa Davis, as quartas, mais três , EU DISSE TRÊS, torneios ATP, um deles ATP 500. Temo que a Davis fique ainda mais vazia. Depois na semana seguinte mais quatro ATPs, na última de julho o Masters 1000 de Toronto, depois Atlanta no dia 1º, Olimpíada e Bogotá juntos e Masters de Cincinnati logo a seguir.
Lá no fim a ATP aponta a indefinição entre Valência e Viena. O torneio austríaco passa a ser um ATP 500, mas pode ser jogado na semana da Basileia ou na seguinte. Valência será um ATP 250.
E a ATP não confirma o Finals para Londres pro próximo ano. Pelo menos é o que está no calendário.
2016 será um ano interessante e certamente alguns diretores vão choramingar pelos cantos. Mas não dá pra ficar abrindo mais semanas pro ano terminar em dezembro.


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