Nadal completa 1 ano de insegurança e pode deixar o top 10



Exatamente em Wimbledon ano passado foi o ponto de partida do pior ano de Rafael Nadal desde sua subida, em 2005. Sim, foram três meses parado por lesão e o problema do apendicite, mas os torneios jogados seriam suficientes para uma retomada de confiança que não veio e só ficou cada vez mais abalada a cada derrota inesperada.

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Em todo esse período foram apenas dois títulos, dois ATPs 250 onde não ganhou de ninguém expressivo e raras vitórias que fizeram Nadal ser o monstro que foi.
A queda hoje para Dustin Brown foi um retrato fiel de Nadal nos últimos 12 meses. Inseguro, passando a frente no placar e deixando o adversário virar e um milésimo mais lento no tempo de reação, na explosão, o que para seu tipo de jogo faz uma enorme diferença. É o simples tempo onde se chega pisando firme para bater na bola com mais eficiência e precisão para chegar um pouco mais desequilibrado e jogar uma bola mais fácil para o adversário ou cometer o erro.
Pelo discurso de hoje, Nadal abaixa o tom e já teme que não poderá ser como antes. Natural para quem ganhou muito custar a acreditar que todo aquele domínio e vigor possa estar se esgotando.  Agora não é também a tampa de um caixão, principalmente para quem é reconhecido pela dedicação e luta. Nadal não será o mesmo de antes, mas também não entregará os pontos facilmente. Ele tem tudo para voltar a ganhar coisas grandes.
Saída do top 10 ? Por enquanto, com a chegada da terceira rodada de Wimbledon, o alerta é laranja, mas pode se tornar vermelho caso Jo Tsonga siga avançando. Ele ficará com 3000 pontos e Tsonga tem 2475. Precisa torcer para que o francês pare até as quartas no All England Club. E torce também para que Gilles Simon, David Goffin, Kevin Anderson, Grigor Dimitrov ou Gael Monfils não alcancem a final do torneio. Se um destes resultados acontecer, deixará o top 10.


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