O Bellucci que queremos ver



A vitória maiúscula não veio. Seria muito difícil mesmo diante de um Novak Djokovic em uma fase exuberante, voando em quadra. Mas a exibição e o momento de Thomaz Bellucci anima. Bastante.

O brasileiro jogou solto, com bolas profundas, atacando Djokovic, sacando bem e com mental forte e consistente e até metade do jogo enxergando bem o jogo, algo que vem melhorando desde o retorno da parceria com João Zwetsch. Por vários momentos, Nole usou a variação para tirar o brasileiro da zona de conforto e confiança com bolas altas (até balões!) e diversas deixadinhas. Bellucci jogou um primeiro set incrível e mesmo no seu mais alto nível, semelhante a Madri em 2011, teve que bater uns três winners a cada ponto para ganhá-lo.
O torcedor que pouco acompanha tênis ou que é movido só a vitórias pode até criticar e falar a velha frase: “Jogou como nunca, perdeu como sempre”. Mas novamente é preciso avaliar que, em primeiro lugar, ninguém está derrotando Djokovic (19 vitórias seguidas) e na sequência que não foi só uma boa partida do brasileiro. Depois de um começo de ano irregular, Bellucci vem numa sequência bastante interessante de resultados no saibro que o credenciam a fazer algo bem legal para Roland Garros. Afinal, a série de jogos tem sido pesada e pelo que estamos vendo o físico está suportando bem.
Uma hora essa esperada vitória sobre um Federer, Nadal ou Djokovic irá sair. Não é sadio cobrar de Bellucci como se fosse um tenista do top 10, afinal ele pouco joga como tal. Mas se mantiver a bola que vem jogando, vai colher bons frutos.
Curtinhas:
Boas campanhas na França dos brasileiros. André Ghem nas quartas em Bordeaux com vitórias sobre tenistas colados no top 100. Ele é o 142 do mundo e está bem credenciado para furar o quali em Paris. Teliana Pereira nas quartas em St. Gaudens.

 



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