Mudança dos ventos



Pra quem nunca havia ganho um título no saibro, vencer dois na mesma semana, um deles de Masters 1000, derrotando Rafael Nadal na final, fica melhor que a encomenda, não é ?
Pontos a se comentar. Número 1. Rafael Nadal estava irreconhecível. Demasiados erros no fundo de quadra, no forehand. Nas poucas chances que teve ou jogou curto dando a oportunidade do ataque ao adversário ou fez bolas bisonhas (como as duas últimas da partida). Bastante nervoso. Número 2. Murray está confiante, jogou um ótimo tênis. Não se intimidou por estar vencendo Nadal no piso lento pela primeira vez, mas a contribuição do espanhol foi significativa.
Ponderações a se fazer. Essa boa fase de Murray só faz crescer o favoritismo de Novak Djokovic para Roland Garros e também a imprevisibilidade do Grand Slam no saibro para quem . Afinal, se antes eram Nadal e Djokovic como fortes concorrentes, hoje temos Murray, Federer, Nishikori e porque não um Tomas Berdych como postulantes a uma possível final.
Nadal cai para o sétimo lugar no ranking, seu pior desempenho em dez anos. Se assim se manter após Roma, ficará solto na chave de Paris para, nas quartas de final, enfrentar Djokovic ou Murray ou Federer. Mesmo na fase em que está, aposto que nenhum dos principais favoritos vai querer vê-lo em sua chave.
A exata dimensão do estrago que a fase ruim vem fazendo em Nadal será conhecida por definitivo em Roma. Afinal, qualquer título ou grande vitória pode reacender o que está dormindo há um ano. Mas o espanhol não consegue fazer ótimas partidas em sequência contra os melhores. A pressão é latente e os adversários estão tirando muitas casquinhas.
Para o torcedor mais otimista as vitórias sobre Dimitrov e Berdych significam um passinho adiante, mas seria assim apenas se a atuação fosse boa na final, independente do resultado.


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