Cautela com nossa joía



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“É o melhor brasileiro que vi jogar em muito tempo. Ele faz tudo bem”. Palavras de Guido Pella, que já foi top 100 e foi campeão do challenger de São Paulo no último domingo.
Pella é como vários argentinos que estão acostumados a jogar por aqui, que correm o circuito e conhecem muitos atletas do continente e principalmente os nacionais. Enfrentaram muitos jovens talentos que ainda lutam para vingar nas dificuldades enormes que o circuito impõe.
Quando se vai comentar sobre um jovem de 17 anos despontando no país é preciso muito cuidado. Muitos, principalmente àqueles que pouco tem intimidade com o circuito, ensaiam comparações. Se torna ainda mais latente quando o garoto vence seu primeiro jogo de challenger com idade menor que Gustavo Kuerten. É um bom número, tem seu significado, mas é preciso ter os pés no chão. A diferença do juvenil para o profissional é enorme.
Assim como Tiago Fernandes, Orlandinho teve uma carreira júnior brilhante – e ainda tem pois jogará Grand Slams na categoria – e mostrou um plus a mais em relação ao alagoano que desistiu do esporte aos 21 anos por lesões e as dificuldades que o tênis impõe. O gaúcho de Carazinho não só tem bons golpes nos dois lados, como também mostrou uma base melhor que a garotada que é promessa nessa idade. Ele mostrou físico e boa parte mental para suportar jogos seguidos de três sets com três horas de duração, match-points contra e duas semanas seguidas com sete partidas. Não obstante, conseguiu ótimas vitórias sobre jogadores do top 200.
Orlandinho mostrou ser diferenciado e com um futuro promissor. Mas a badalação precisa passar longe, tanto do próprio jogador e também pela mídia arisca pela chegada de uma nova estrela. Ele precisa se acostumar que lá em cima nem sempre terá uma sequência positiva e que é preciso manter a evolução constante em todos os golpes.De qualquer forma, temos uma joía rara,em processo de lapidação.


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