Iluminada!



Semana histórica para o tênis brasileiro. Teliana Pereira campeã do WTA de Bogotá. Primeira brasileira vencedora de um torneio de 1ª linha do circuito mundial desde maio de 1988 quando a gaúcha Niege Dias levantou o torneio de Barcelona, na Espanha.

O feito fica ainda maior quando falamos de uma tenista de origem humilde que conquistou tudo na base da raça, com pouco apoio, alguns problemas com a Confederação Brasileira de Tênis, seguidas lesões no joelho, cirurgia que não deu certo, e que no melhor momento da carreira volta a ter um problema que lhe tira da quadra por meses.
Com uma grande disciplina tática, ousadia e experiência, ela vai e conquista um torneio de alto nível sem perder um set sequer. Teve seu deslize aqui e ali para fechar o jogo hoje, nas quartas e na semi, mas o mais importante foi que se manteve forte de cabeça no jogo, foi pra cima e venceu.
Teliana não bateu jogadoras fracas, sim uma campeã de Roland Garros em 2010, ex-top 5, Francesca Schiavone, a principal favorita e 27ª do mundo, Elina Svitolina,uma ex-top 25 e 75 do mundo e outra ex-top 40. Conquista mais do que merecida e que coroa uma linda trajetória.
É bom que se diga. Tênis é confiança. Independente se o título for um future, challenger ou qualquer evento que seja, ganhar jogos e canecos é fundamental e a brasileira vinha da conquista de um torneio médio porte em Medellin.
E agora o que projetar ? A pernambucana já mostrou que é uma tenista com bom potencial para o piso de saibro. Uma pena que os eventos mais importantes em quantidade estejam fora dessa superfície e mais ainda que o ranking da brasileira não a permita disputá-los na chave principal. Por exemplo, se a conquista fosse na semana passada, estaria na chave de Roland Garros. A lista do Grand Slam saiu na última quinta-feira.
Ao meu ver, para aproveitar a boa maré, é preciso um ajuste no calendário. É hora de arriscar os qualificatórios, mas até mesmo fica complicado pois torneios como Roma e Madri, por exemplo, a lista dos qualies fecha bem forte.
Para o piso duro ainda fica o maior desafio, adaptar para tentar movimentos mais rápidos para ser eficiente na superfície.
Mestre dos Masters – Está difícil achar mais adjetivos para Novak Djokovic neste começo do ano. Quarto título em seis torneios, primeiro na história a vencer os três primeiros Masters 1000 do ano, 30 vitórias e duas derrotas, 16 triunfos seguidos.
Se por um lado esbanja confiança, por outro a pressão para Roland Garros aumenta, pelo menos por enquanto. Experiência com isso não lhe falta. O problema é ele ter alcançado seu pico no momento que não fará tanta diferença. Seu objetivo é claro: ganhar Roland Garros.
Nole alcança 23 títulos de Masters, empata com Roger Federer e agora busca os 27 de Nadal.
A boa notícia é que Rafael Nadal voltou a jogar bem mesmo perdendo para o sérvio. Um ou outro game de saque perdido custaram o jogo, mas o importante para ele e para o tênis é que o nível voltou e dá mostras que pode brigar pelas maiores conquistas na superfície este ano.
Curtinhas:
Fazendo o registro. A semana teve Bia Maia vencendo a 1ª em WTA fora de casa ela com Paula Gonçalves na final de duplas. São nossas meninas brilhando.


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