Nadal x Djokovic. Rivalidade sim



Uma sexta-feira muito importante para Rafael Nadal. Mesmo dando aquela titubeada que vinha sendo peculiar na atual fase, o Rei do Saibro não abaixou a guarda e, em um grande jogo, bateu David Ferrer.

É sua primeira vitória sobre um top 10 em dez meses. Jogou bem pouco é verdade contra eles, apenas duas partidas até então, mas tudo fruto de sua irregularidade já que só enfrenta os melhores se chega nas finais dos grandes eventos.
Depois dessa barreira superada, agora o desafio é maior. Uma montanha que só cresce, ou melhor, uma borracharia: Novak Djokovic. Desde Miami ele vem colecionando pneus e não poupou nem Andy Murray na final na Flórida e tampouco Marin Cilic nesta sexta-feira. É bom que Nadal tome cuidado para não ser carimbado pelo sérvio que vem fazendo tudo do bom e do melhor em quadra. Sacando bem, devolvendo firme, defendendo com consistência. No saibro ainda não foi testado, é verdade, mas não tem nada a provar para ninguém.
43º duelo – Sempre quando se chega esta partida sobretudo no piso lento é a mesma história. Djokovic minimizando seu favoritismo pelo momento ao dizer que Nadal é o maior desafio na superfície e Nadal, em fase pior, dizendo que não tem rivalidade pelo momento e que quer fazer o melhor. A ladainha que pouco muda.
Quem jogou 42 vezes com um histórico de 23 a 19, ou seja, bem próximo, é rivalidade independente do momento em que estejam. É como um clássico Flamengo x Vasco, Corinthians x Palmeiras. Uma hora ou outra uma equipe pode estar se destacando mais, mas não se vai descaracterizar. Nadal, como sempre, arruma uma maneira de jogar a responsabilidade para o outro lado.
Se por um lado precisa tomar bastante cuidado, por outro Nadal tira uma pressão por ter superado barreira que o incomodava e poderá jogar mais solto contra Djokovic, tendendo a se tornar perigoso diante do sérvio.
Está aí um confronto onde o sérvio no papel leva vantagem, mas que tem ingredientes para uma grande degustação do fã na manhã de sábado.


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