Amor, ódio e confiança



Qualquer vitória na situação em que se encontrava Thomaz Bellucci – com oito derrotas seguidas – era válida. Mas cá pra nós, Lleyton Hewitt está em decadência e não jogava desde o Australian Open. Com todo respeito aos torcedores e admiradores do australiano, ele vem mostrando nos últimos meses falta de ritmo e que a idade – 34 anos – está pesando.
O triunfo da noite deste sábado sim, foi ENORME. Isso mesmo com maiúscula. Diante de um tenista que vive seu melhor momento, é o 21º do mundo, é regular e firme no fundo de quadra, saindo de uma piaba de 6/2 no primeiro set, uma leve torção de pé (ou tornozelo) com perna machucada. Foi uma recuperação fantástica onde muitos imaginavam uma desistência e viram uma grande força mental para suportar o problema físico e o placar adverso.
É mais um capítulo na carreira de altos e baixos de Bellucci que são acentuados pelo seu modo de ser em quadra e consequente imagem já fixada com o torcedor: amor e ódio.
Ficou clarividente neste sábado. Após o primeiro set, a grande torcida brasileira gritava “Volta, Guga!”. No fim do jogo cantaram: “O Campeão voltou!”.
É uma relação que será assim eternamente. Não vejo mudanças para um tenista que atinge a plenitude de sua maturidade. O brasileiro é imediatista e gosta de jogador, atleta que vibre, puxe a torcida, jogue para a galera. E Thomaz faz isso em poucas ocasiões e em alguns momentos mostra apatia. Não que ele não goste da torcida e não seja guerreiro. As provas, pela enésima vez, foram dadas esta noite. A questão é que a personalidade do atleta é assim e o torcedor brasileiro, por cultura, costuma a quem é mais emotivo.
Resta saber se a queda em quadra pode causar algo mais grave quando o brasileiro esfriar os músculos neste domingo. Se estiver tudo bem, com um bom descanso, ele terá uma parada igualmente dura contra os slices e a imprevisibilidade de Aleksandr Dolgopolov, tenista que não dá ritmo, mas é um jogo aberto que vale vaga nas oitavas e o número 1 do Brasil de volta.
Curtinhas:
Bola fora do Sportv ao não mostrar ao vivo o jogo do brasileiro em nenhum de seus três canais. Nem entro nos méritos contratuais e de ibope da emissora que é uma empresa e sabe bem o que é melhor para ela, mas fica uma imagem ruim com o torcedor de tênis brasileiro.
Bellucci pode retomar o número 1 de Feijão na segunda-feira se vencer Dolgopolov. Rivalidade ? Nada! Os dois estão nas duplas em Miami e Feijão aqueceu Thomaz para o jogo contra Cuevas. Sem contas as fotos dos dois aos risos num dos intervalos da prática. Que continue uma rivalidade sadia, um puxando o outro pra cima. É muito positivo para o tênis brasileiro.
Sul-Americano na Bolívia juvenil. Luisa Stefani, que a princípio seguirá carreira no tênis universitário americano, foi a campeã de simples e Gabriel Sidney nas duplas.


MaisRecentes

Djokovic a caminho de recordes



Continue Lendo

Indomável, Djokovic agora postula ida ao Nº 1. Brasil tem por quem torcer



Continue Lendo

Del Potro pisa mais forte que Nadal no US Open. NextGen ainda não embala



Continue Lendo