Caímos de pé!



Perdemos. 3 a 2 para a Argentina. Dolorido, ainda mais para um grande rival. Mas saímos ganhando nesse final de semana. Ganhamos muito mais que um novo jogador de Copa Davis. Ganhamos uma equipe mais homogênea.
Thomaz Bellucci infelizmente não entrou na série em sua melhor fase. A confiança era baixa. Tudo fruto de uma pré-temporada conturbada por problemas no púbis. Os números não mentem. Seis derrotas seguidas e nenhum triunfo no ano sobre um top 100. Mas em nada se pode apagar o que já fez pelo Brasil na competição. Quem não se lembra das épicas vitórias contra a Espanha em setembro ou diante da Colômbia virando dois sets abaixo há três anos ? Acontece.
A maior notícia de Buenos Aires veio por conta de João Souza, o Feijão. Preterido na última convocação por argumentos que já foram debatidos mil vezes, chegou com certo olhar de desconfiança e saiu aplaudido por todos – companheiros, mídia e público. Foi um monstro dentro de quadra. Em todos os sentidos. Na parte física, na técnica e principalmente emocional.  Carregou a confiança e maturidade que já vinha trabalhando desde o meio do ano passado quando optou por mudar a dieta, cortar o glúten e lactose para ficar mais leve, ser mais ágil e assim melhorar o rendimento.
Venceu um rival experimentado e com vitórias maiúsculas em Davis, Carlos Berlocq, no primeiro dia, em cinco horas, e como se não bastasse isso, por um dedo não virou uma batalha que perdia por 2 a 0 e uma quebra abaixo num duelo épico onde nem ele e nem Leonardo Mayer, um top 30, mereciam deixar a quadra derrotados, somando quase doze horas de ação debaixo de sol e umidade de Buenos Aires e ainda com torcida contra e por vezes hostil.
O que passou, passou. Ficou pra trás. Se antes se cutucaram, hoje Feijão e o capitão João Zwetsch aprenderam com os erros e nossa equipe nos dá orgulho, podendo fazer coisas muito boas na Davis nos próximos anos.
Suíça, Croácia, Estados Unidos, Alemanha, República Tcheca, Japão, possivelmente uma Espanha (que encara a Rússia). O playoff estará bem duro em setembro para se manter na elite, mas a equipe é mais confiável.


  • Roberto

    Feijão gigante !!!
    Bellucci…Bom, deixa prá lá…
    Porque que todas as vezes que o Bellucci joga, já sabemos o final…?

  • Beatriz

    Pois é … disse bem … o que o Feijão teve que engolir ano passado por conta do que disseram – injustamente – pra ele … não tinha físico … não conseguiria guentar … o que a gente pode dizer é que ele – mais uma vez – mostrou superioridade, capacidade, garra, físico, jogo, maturidade e mil coisas mais … Que bom que nosso number one é guerreiro … precisávamos ver isto … assim todos – agora – darão os créditos pro nosso jogador João – FEIjão…
    Que ele tenha uma ano maravilhoso e que ele jogue todas partidas com a mesma garra e fé que ele vem jogando – que ele vai se superar mais ainda e nos dar muitas alegrias!!!!

  • Carlos Luiz

    Na verdade o pouco tempo que acompanho o tênis, os comentaristas sempre fala que nesse esporte, o lado mental fala mais alto. Assistindo a partida de Belluci, a gente percebe que ele deixa muito a desejar no lado mental. Apesar de seu adversário ser menos ranqueado, do que o argentino que enfrentou o feijão. O que faltou em Belluci sobrou no João Sousa, pois ele só perdeu nos detalhes

  • OTAVIO NEVES

    Concordo com vc. E estou muito esperançoso com o TÊNIS brasileiro. Abraço.

  • Dalton

    Quanto ao resultado final do confronto, acho que os 3 x 2 foram justos, já que também fomos favorecidos pela ausência do Del Potro.

    Embora acompanhe parcialmente o jogo há décadas, não posso ousar comentar tecnicamente os desempenhos que nossos jogadores tiveram ou têm na Davis, ou mesmo nas demais disputas, nem tampouco falar das estatísticas de cada um deles. Só tenho guardado os registros de vitórias e derrotas que vi e das reações dos nossos jogadores nelas.

    Por exemplo, por mais que esbanjasse simpatia, é claro que o Jaime Oncins, ou Ocins (não lembro) foi o grande empecilho para o Guga e o Brasil nas disputas da época. Sempre perdia as duas de simples, acabava com o jogo de duplas pelo saque falho e sempre perdíamos por 3 x 2, mais ou menos como ocorreu desta feita, com a diferença de hoje termos uma das melhores duplas do mundo.

    Como já disse, pouco posso opinar técnica ou estatiticamente, mas é muito difícil para mim enxergar alguma coisa mais valiosa no Bellucci, que não aquele set vencido diante do Djokovic. Mas lembrando da reação dele naquela disputa ocorrida na Índia – desistiu por causa do calor – e comparando-a com o segundo jogo do Feijão nesta última, não dá nem para compará-lo ao Jaime do Guga, já que este era ao menos esforçado.

    Creio que bastará ao Feijão aprimorar um pouco mais o jogo dele para levar a melhor sobre o Guga na Davis, já que, hoje, temos uma dupla competente e independente dele; com ou sem o Bellucci desistindo de jogos por causa do calor.

MaisRecentes

Nadal no Olimpo



Continue Lendo

O enorme coração de Del Potro



Continue Lendo

Federer, Nadal ou Zverev ? Quem é o favorito ao US Open ?



Continue Lendo