Quem deve ser o Nº 2 argentino ?



Copa Davis é sempre Copa Davis. Polêmicas e dúvidas em todos os confrontos. Se temos um time brasileiro à margem de qualquer problema neste confronto, o argentino coloca dúvida na cabeça da imprensa e torcida.

A não-convocação de Juan Monaco vem rendendo muito burburinho da imprensa local principalmente porque o tenista acena, e a mídia ajuda muito na especulação, para que o possível veto viesse de Juan Martin Del Potro, que vem treinando com a equipe esta semana, mas ainda sem possibilidades de jogar. Ainda bem. Delpo está batendo o backhand apenas com slice pelas dificuldades do punho esquerdo e existe uma possibilidade de retorno em Miami.
Tirando isso, a mudança do ranking brasileiro colocando João Souza como número 1 do país faz com que se gere dúvidas na cabeça do capitão argentino e também na do brasileiro. Pelos últimos resultados e experiência em Copa Davis entende-se que Carlos Berlocq deveria ser eleito para ser o número 2 de simples, mas ele também é muito cotado para jogar duplas e dependendo dos jogos, poderia ser muito desgastante colocá-lo nos três dias já que se espera calor acima dos 30º C no final de semana e jogos longos.
Se Feijão tem retrospecto negativo de 2 a 1 contra o canhoto Federico Delbonis, fica ainda pior diante de Diego Schwartzman com 3 a 0, mas ambos nunca jogaram em simples na competição, ainda mais em casa, e em um Brasil x Argentina.
O confronto promete ser muito parelho com chances pros dois lados em todos os jogos de simples e mais para o Brasil nas duplas. Se por um lado o time argentino tem opções variadas e cartas na manga, por outro três de seus jogadores (Leo Mayer também) tem rara experiência na competição. E o Brasil, mesmo com Feijão também com pouca experiência de Davis, no geral é um time mais experimentado e sempre com boas atuações em situações adversas em Copa Davis.
A única coisa que me preocupa é o calor. Pode dizer que está adaptado, que treina para isso, mas historicamente Thomaz tem problemas com isso. No momento a temperatura é agradável, eu diria, em Buenos Aires, mas a promessa é que a mesma se eleve junto com a umidade para sexta-feira. O fato positivo porém é que Mayer é um tenista que gosta menos de trocas de bolas, com pontos mais rápidos. Isso pode cair bem para seu jogo na sexta-feira.
Curtinhas:
O confronto Brasil x Argentina só não ocorre no Parque Roca pois o local se encontra com obras de colocação do teto retrátil na quadra para os Jofos da Juventude, em 2018. A imprensa argentina aponta que o governo local bancou o evento em Tecnópolis.
Tecnópolis é nas imediações de Buenos Aires, cerca de 20km do centro, um local enorme e uma quadra montada no estacionamento que é desnivelado. Jogadores do Brasil e o capitão argentino apontaram a quadra desnivelada onde pedem melhorias. Mas no geral, segundo eles, dá pra jogar.
Como só há uma quadra no local, os dois times estão revezando treinos em turnos no local e no Ténis Club Argentino, que fica em Palermo. Ontem, por conta da chuva, os jogadores foram treinar em Sarmiento,uma academia com quadra coberta o qual se relata quadras de má qualidade.
Nossa dupla teve o primeiro contato apenas hoje com a quadra central de Tecnópolis já que ontem, por conta da chuva, treinaram em Sarmiento. Bellucci e Feijão realizaram hoje pela manhã o terceiro treinamento nela.


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