Quarta de cinzas para Thomaz…



Condições desfavoráveis. Jogo de noite, ao nível do mar e ainda uma garoa, vez ou outra mais intensa, deixando o saibro do Jockey ainda mais pesado. Nada conspirava a favor de Thomaz Bellucci para uma partida contra Rafael Nadal, mas dava para ter jogado melhor, ter sacado melhor independente do cenário que se apresentava.

Bellucci apontou que sua consistência foi importante parase manter colado no placar, mas não vejo tão bem assim. Nadal começou um pouco mais frio, errático e o brasileiro não conseguiu aproveitar tanto pelo serviço que é sua arma, mas não funcionou.
Não vejo que Thomaz fez uma partida ruim, mas poderia ter ido melhor.
O brasileiro, pelo sorteio ingrato, perderá 90 pontos no ranking e sairá do grupo dos 70 melhores. Ele joga Buenos Aires semana que vem e precisa somar, caso contrário pode perder o número 1 do Brasil já que descarta outros 90 pontos referentes ao Brasil Open. É até bom que ele jogue na Argentina para ir se acostumando ao clima e mais ou menos o tipo de quadra que iremos enfrentar por lá na Copa Davis. Pelo que sei de início estão colocando quadra desnivelada para o duelo contra o Brasil. Poucas informações chegam para nós.
Quarta-feira de cinzas para ele…
Em coletiva de imprensa Nadal falou algo mais que óbvio. Bellucci tem muito potencial, tem os golpes, trem o jogo, mas lhe falta consistência nos resultados para ser o que dele se espera. Eu acrescentaria que em parte o físico não o ajudou para isso até o momento. Aguentar duas, três, quatro semanas de alto nível ou obter melhor resultado num Grand Slam. Seu melhor resultado é a quarta rodada em Roland Garros 2010. E só. Pode mais.
Por outro lado, Nadal vem treinando aqui desde quinta e mostrou um bom tênis, sobretudo no segundo set. Vejo chances dele chegar à final deste torneio sem muita dificuldades. David Ferrer é o maior perigo.
Feijão fez uma bela estreia batendo com autoridade um tenista que nunca havia vencido. O melhor é que parece não ter sentido as diferentes condições de jogo de São Paulo para o Rio com o pouquíssimo tempo de adaptação. Sua chave é boa e, mesmo com o retrospecto desfavorável contra Blaz Rola, tudo conspira para mais uma vitória e quem sabe uma outra grande campanha na capital carioca.
Teliana Pereira pediu mais intensidade e foco em seus jogos após derrota por um duplo 6/3 para Sara Errani. Pela fase que vive, ainda voltando de lesão, com uma vitória na temporada e pouquíssimos jogos, seria demais cobrar uma grande atuação ainda mais contra uma especialista e finalista de Roland Garros. O problema é que o sorteio foi também indigesto e por consequência cairá para 135 do ranking. Mas nada como uns challengers no Brasil para recuperar a confiança. Todavia serão torneios bem duros.
Beatriz Maia foi a surpresa, jogou um tênis moderno, pra cima, mesmo que diga que foi ‘feio’. Quem sabe aqui no Rio não vem o clique para o salto de uma tenista que passou por tantos traumas, lesões, cirurgia entre 2013 e 2014.


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