A redenção de Murray . De novo o Brasil para a recuperação de Nadal



O início de temporada já havia sido animador. Mesmo que em torneios exibições, Andy Murray mostrava boa movimentação e confiança em seu jogo na Copa Hopman e em Abu Dhabi. No Aberto da Austrália onde a cada jogo foi confirmando sua recuperação e passando por uma chave difícil e que poderia ser ainda mais complicada caso Roger Federer e Rafael Nadal não tropeçassem pelo caminho – Murray não tem nada a ver com isso.

Em entrevista coletiva o britânico enalteceu o trabalho de Amelie Mauresmo em seu comando técnico e basicamente mandou um cala-boca para a imprensa britânica (e mundial!) que criticou a parceria e uma mulher como treinadora de um grande tenista. Pode apostar que Murray vai abrir muito mais o bico caso leve o título.
Ele jogará sua quarta final na Austrália e buscará seu terceiro título de Grand Slam. Um cenário de total redenção depois de um 2014 ruim que terminou com uma surra levada por Roger Federer no ATP Finals.
Com o tênis que vem jogando e sem peso ou de defesa do título anterior (Wawrinka) ou por ser o melhor do mundo e consequente favorito (Djokovic), no mínimo se pode esperar outra grande atuação do escocês no domingo.
Tive alguns problemas de saúde nos últimos dias por isso fiquei sem poder escrever.
A derrota de Rafael Nadal mostra que a lesão de Rafael Nadal no momento está na ‘cabeça’. É apenas uma forma de falar e por isso ficou entre aspas. Portanto não me leve a mal caro torcedor do espanhol. Nadal repetitivamente vem demonstrando falta de consistência para apresentar um jogo confiante a cada rodada. Vai bem numa rodada, depois mal na outra, depois varia altos e baixos numa mesma partida. Daí contra grandes jogadores como contra Berdych acaba sofrendo.
É todo um processo que ele vem passando para se recuperar e mais uma vez está aí o Brasil podendo ser sua redenção. Ele deu seu salto a partir da Costa do Sauípe em 2005, depois o primeiro título após o retorno em 2013 no Brasil Open e a conquista do Rio Open ano passado.
E quando o Berdych parecia que iria engrenar, acabou morrendo na prais de novo.
Duplas
Uma pena a derrota de Melo e Dodig. A final esteve bem perto, a dois pontos, mas a falha tanto do brasileiro no saque pro jogo quanto do croata veio no momento errado. Era uma boa chance de um título de Grand Slam sem os Bryans na final e com a dupla Bolelli/Fognini. Mas nada apaga a excelente campanha deles. 1º torneio do ano e começam bem fortes. Que não abale os dois daqui por diante.


  • felipe

    uma surra de Roger Federer tmb não é vergonha para ninguem…

  • Rwalladares

    Fabrício, apesar de acreditar na vitória do Djokovic, principalmente em razão de sua consistência e capacidade mental, o Murray está jogando o melhor tênis da vida, com velocidade, precisão e agressividade na medida certa. Ele aparenta também estar muito bem mentalmente, o que, conforme seu histórico, é um grande progresso. Vejo o Murray do AO 2015 melhor do que aquele campeão olímpico em 2012 e de slams em 2013.

    Já o Melo/Dodig foi realmente frustrante. Avalio que o Melo, para dar o salto de qualidade definitivo na carreira e conquistar títulos dos maiores torneios de forma regular, precisa urgentemente aprimorar o serviço. Pela altura que tem, o saque dele é muito frágil.

  • Maurício Luís *

    O Nadal, pelo que jogou no Brasil, não está começando uma recuperação, e sim começando a enfrentar uma queda acentuada no ranking. Ele tem um caminhão de pontos a defender no saibro e duvide-o-dó que consiga êxito.
    É a consequência de forçar o físico além do limite, inclusive com jogos-exibição e torneios Pro-Am caça-níqueis no curto período das férias de fim-de-ano.
    Ele terá sorte se conseguir andar – nem digo correr – quando estiver com 40 anos.
    ” As pessoas perdem a saúde tentando ganhar dinheiro, e depois gastam dinheiro tentando recuperar a saúde.”

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