1000 motivos para admirar Federer



Sempre lembro de uma frase de Fernando Meligeni, quando era capitão da Copa Davis, onde relata que o tênis é cíclico, assim como a vida. Por certas vezes fiz críticas a Roger Federer. Sou jornalista, esse é meu papel e aqui é um blog, um espaço onde tenho que ter minha visão e que é democrático, onde aceito opiniões contrárias, desde que sejam educadas. Muitas delas na fase onde seu reinado foi ameaçado e seu trono tomado, muito por sua atitude que na época soaram arrogante.

Coincidiu com a chegada do primeiro casal de gêmeos uma mudança de postura e uma visão diferente e muito mais humilde para Roger, aliando muito mais a nostalgia e o dever cumprido do que a acirrada competição e o nariz em pé e que teve outrora.
Há 1.000 ou até mais motivos para admirar Roger Federer. Por seu currículo, sua forma que ama o tênis, seu jeito belo de atuar e cada vez mais inteligente adequando com a chegada da idade e sendo ímpar em uma época onde o saque , a pancada de fundo e o físico dão a tônica da maioria de partidas. Se nota, em todos os torneios, seja em quadra ou pelos bastidores, o sorriso reluzente de uma criança no rosto do natural da Basileia, carregando milhares para as arquibancadas e deixando uma experiência ímpar para cada um que paga um ingresso para acompanhar uma exibição sua.
A vitória 1000 não é por acaso. O título 83 também não. Vai alcançar a marca de 1253 triunfos e os 109 títulos de Jimmy Connors ? Bem difícil, teria que jogar até os 37, 38 anos. Mas já aprendi que não se pode duvidar de Roger Federer. Afinal, ele é um gênio.
Azar de novo ?
É bem provável que uma cena de falta de sorte ocorra com Teliana Pereira de novo em um Grand Slam. Ela está a uma desistência da chave desde que foi divulgada, no meio de dezembro. O sorteio do quali é na quarta (noite de terça no Brasil) e o mesmo começa na quinta (noite de quarta no Brasil) no feminino. Portanto se não houver nenhuma baixa até lá, será a primeira vez em três décadas que NENHUMA tenista desiste da chave do evento.
Pelo que se sabe nos bastidores do tênis feminino, não há nenhum indício que haverá uma desistência, salve algum contratempo nos próximos dias.
Em 2013, Teliana Pereira perdeu na final do quali em Roland Garros e ficou como a 1ª lucky-loser e pela primeira vez em 12 anos ninguém da chave desistiu após o sorteio da mesma. No mesmo ano, ela estava três desistências do US Open, baixaram duas e a terceira deixou o torneio apenas após o começo do quali, no dia seguinte ao início do quali. Foi Maria Sharapova. A brasileira acabou perdendo na fase prévia na estreia.
É bom que se diga. Vejo como melhor opção a brasileira jogar a fase prévia. Com pouco ritmo ela não foi bem nos qualies difíceis de Brisbane e Sydney e teria melhores chances, mas em contrapartida, a vaga na chave dá mais de US$ 30 mil, o que é muito importante para se elaborar um calendário. Até por isso que se dificulta hoje em dia os (as) atletas desistirem de um torneio como esse. Mesmo capengas, vão pra quadra.
Importante que se lembre que Teliana volta de lesão no joelho, não jogava desde setembro e fez boa parte da pré-temporada no saibro. Seu jogo está baseado para o piso lento.
Mas pensando bem, três semanas na Austrália sem nenhuma chave principal será um preju danado. Pelo menos, no momento, ela conta com patrocínios, o que minimiza os problemas. Fabiano de Paula, por exemplo, está jogando torneios na Oceânia e acabou de perder o aporte dos Correios, contando com a ajuda da Estácio, que apoia a academia Tennis Route, onde treina.
Só para se ter uma base. Feijão pagou cerca de R$ 5 mil pela passagem para os torneios na Austrália e os juvenis que viajam para o Australian Open e um torneio antes esta semana desembolsaram algo como R$ 6, 7 mil pela mesma.  Alguns com e outros sem apoio.
Curtinhas:
Parece que os treinos na praia deram resultado para David Ferrer. Campeão de Doha. Aproveitou a semana sem sucesso de Djokovic e Nadal e beliscou o caneco. Inteligentemente desistiu de Auckland. Já não é uma boa tenista com altas expectativas em Slams jogar na anterior, ainda mais se vai muito bem na primeira do ano. Seria desnecessário e ele tomou a atitude correta. Não vale você ganhar 500 vezes o torneio de Aucklandpara chegar desgastado em Melbourne.
Feijão soma boas vitórias no quali de Sydney e pega o holandês Igor Sijsling na madrugada de segunda-feira. Um sacador, que joga pesado, mas que erra também. Jogo difícil, mas bom para seu estilo. Boa chance de furar o quali e jogar mais uma chave de ATP. Digo e repito. Vitórias interessantes para o começo do ano, mesmo que a quantidade de pontos seja pouca. Por enquant não é ? Se furar o quali pode embalar na chave e aí muda tudo…


  • Gustavo M.

    Fabrizio, esse “mesmo” e “mesma” que vc usa é inadmissível para um jornalista, com todo o respeito. Vc não é policial. Abs

  • Vinicius

    Fabrizio para você quem é melhor Nadal ou Federer?

    • Fabrizio Gallas

      Tecnicamente sem dúvida o Federer. Da parte mental e física é Nadal.

  • Belo post, adoro o que voce escreve. Feliz 2015.

  • césar rabello

    Fabrizio:por favor nos poupe dos seis comentários
    sobre Federer. Dizer que o mesmo é ou foi arrogante é uma falta total de bom senso e desconhecimento do que fez e faz o maior tenista
    de todos os tempos. Sinto muito mas vc está fora
    da realidade há muito tempo. Se ligs cara.

  • O mestre Voltou!!!
    Consistência, habilidade, genialidade…
    Se cuida Djoko o número (1) está a Caça. Se oscilar um pouco perde o posto!!

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