Para compensar e fechar com chave de ouro



Dos doze jogos da primeira fase, onze foram em dois sets e o único que havia ido para o terceiro não teve lá grandes emoções assim. Até este sábado, particularmente a segunda semifinal para compensar todas as críticas dos jogos xoxôs e sem graça desse ATP World Finals.

Reviravoltas, match-points perdidos, os dois jogadores nervosos, pontos de muita qualidade e outros nem tanto, mas com muito drama.
Posso dizer em alto e bom som que Roger Federer escapou mesmo da derrota. Esteve passivo, acuado, sem tanta confiança, longe de seu melhor jogo, muito por culpa de Wawrinka que atuou como no Australian Open distribuindo pancadas dos dois lados e indo pras bolas e dominou boa parte das ações mesmo sacando abaixo de 40% do primeiro serviço.
Pela terceira vez no ano, Roger escapa de match-points contra (3 contra Gael Monfils nas QF do US Open, cinco contra Leonardo Mayer na estreia em Xangai) e mais uma vez contando com o recurso que dispõe de jogar bem na rede, sua frieza e o nervosismo do adversário. Igual a Mayer na China, Wawrinka se enervou e quis decidir com voleios, rapidamente. Resultado ? Tomou passadas, jogou voleios não tão difíceis no meio da rede e deixou claro para Federer que iria sentir o momento.
Se tivermos que lembrar desse ATP Finals, pelo menos este jogo estará na memória pois os outros…
Agora temos um novo jogo pela frente, neste domingo com a final dos dois tenistas que polarizaram as atenções na temporada principalmente no segundo semestre, que batalharam pelo número 1 até a última sexta-feira.
Novak Djokovic vem de 31 vitórias seguidas no piso coberto e mostrou certo descontrole que não vinha tendo no segundo set da semifinal. Brigou com o público e viu o japonês ter a faca e o queijo para comandar o terceiro set, mas deixar a mesma esvair de sua raquete.
O sérvio tem uma vantagem em poder jogar a decisão mais descansado. Federer deu coletiva de imprensa à 1 da madrugada de hoje com o jogo terminando depois das 23h de ontem. Em algum momento pode sentir esse cansaço ou até mesmo entrar mais lento para a decisão. Esta é minha preocupação. Caso não ocorra e a motivaçao pela importância do jogo vigore, temos tudo para ter mais uma bela batalha, cheia de emoções, para quem sabe encerrar o ano da ATP com chave de ouro (ainda temos a Copa Davis).
Girafa ENORME! Um pouco do que vinha acontecendo com Federer se passou na semi de duplas. Melo e Dodig estavam um pouco abaixo do nível de Kubot e Lindstedt, mas conseguiram se manter na partida, elevaram o nível no fim e contaram com uma ajudinha dos rivais que também se enervaram e foram gigantes para obter uma sensacional virada diante da única parceria invicta no torneio.
Estar na decisão de um ATP Finals é para poucos. Somente cinco brasileiros puderam disputar esse torneio (Guga, Carlos Kirmayr e Cássio Motta juntos mais Melo e Soares) e ele se torna o primeiro em 14 anos numa final. O desafio é ainda mais duro, os irmãos Bryan que começaram o torneio com derrota para estes mesmos que Melo e Dodig venceram e emplacaram uma surra nos franceses Benneteau/Vasselin. É entrar solto pois a responsabilidade é dos americanos que vencem tudo no esporte, mas não ganham o Finals desde 2009.
Curtinhas:
Vamos lembrar que Federer e Djokovic seguem na batalha pelo número, ou seja, um triunfo de Federer corta 500 pontos para o sérvio na briga que vai continuar para 2014. No Australian Open o suíço descarta 720 da semi e outros 150 da final de Brisbane e Nole 360 das quartas em Melbourne que dará 2 mil ao vencedor. Os dois sabem disso.
Números interessantes . Será o 37º jogo entre os dois (Federer 19 a 17) e o sexto no ano onde Federer lidera por 3 a 2. Para os torcedores de Nole. O sérvio ganhou as duas finais esse ano. As vitórias de Roger vieram na semi. No geral são 10 finais, seis vencidas pelo natural de Belgrado.

 



MaisRecentes

Nadal no Olimpo



Continue Lendo

O enorme coração de Del Potro



Continue Lendo

Federer, Nadal ou Zverev ? Quem é o favorito ao US Open ?



Continue Lendo