Melancólico



Um final triste, melancólico para este ATP World Finals na chave de simples. Primeira vez na história do torneio que não temos final. Sem dúvida o pior torneio de fim de ano que já vi e talvez o da história.

 

Nada pior do que uma desistência em um clássico super esperado entre os melhores do ano para fechar um torneio com apenas um jogo de equilíbrio e emoção dentre os 14 disputados na semana, justo a semifinal entre Federer x Wawrinka.
Como mencionei no post sobre ontem, Federer não fez seu melhor jogo, não estava incisivo, agressivo, basicamente só devolvia de slice. Muito por conta do potente tênis jogado por Wawrinka também. E também questionava se Federer estaria descansado o suficiente para essa final contra um monstro chamado Djokovic.
A pergunta que não quer calar. Teria Federer dado prioridade para a Copa Davis ? Um título que nunca conquistou, importante para o país e que parecia mais empolgado disputar do que o próprio Finals que já ganhou seis vezes. Talvez sim. Basicamente sua única motivação desse Finals seria o número 1 já assegurado por Djokovic então qual seria o motivo arriscar num jogo que é muito mais físico do que contra Wawrinka e todo dolorido.
Agora vamos culpar Federer ? Não deveríamos. Ele desistiu só duas vezes antes em 1221 partidas na carreira. Deveríamos sim aplaudí-lo por estar jogando tênis tão soberbo nesta temporada, sobretudo nos últimos seis meses e suportando o calendário apertado da ATP que por incrível que pareça ficou menos pior este ano. Para quem não lembra, Paris foi colado ao Finals ano passado e todos os grandes jogaram bem na semana anterior na França.
Temos que lembrar também que por conta de todos os anos jogados com qualidade, Federer tem o direito de pular alguns eventos e não jogar os oito Masters 1000 obrigatórios mais quatro ATP 500 e dois ATP 250, ele não leva a punição de 0 pontos dada aos top 30, mas em contrapartida para lutar pelo topo precisa ter 18 resultados.
Temos que sim torcer para que esse novo problema não o atormente para o novo ano. Sem Federer ou com Federer em baixo nível o circuito perde muito.
E Djokovic nem comemora sua conquista, termina com gosto amargo. Terminou com méritos no topo, mas fica a pontinha triste de não ter colocado a cereja no bolo.
Melo vice-campeão – Uma pena o vice-campeonato de Marcelo Melo. Fez um excelente jogo com Dodig, mas a dupla pecou em alguns detalhes no segundo set e no fim do match tie-break. Novamente os Bryans atrapalham os planos de um brasileiro nas duplas, mas o resultado é histórico. Marcelo termina o ano em sétimo no ranking individual de duplas e de parcerias com Dodig numa temporada onde atuou em dois Grand Slams sem o croata  (sofreu com lesões), o que só aumenta a importância do seu feito na temporada e nessa semana. Que venha um 2015 ainda melhor para ele e o parceiro.


  • OTAVIO NEVES

    Concordo c/ vc. Agora, em relação à mídia em geral, acho que deveriam valorizar e destacar muito mais o vice da parceria Melo/Dodig. Marcelo Melo está de PARABÉNS, deu um belo resultado para o Tênis Brasileiro. Abraço.

  • Eni Maria Monteiro Barbosa

    Gostei muito dos teus sensatos comentários…Fiquei frustradíssima quando soube da triste Gostei muito de seus sensatos comentários! Estava frustradíssima. Havia feito mil arranjos na minha rotina para não perder nada do jogo tão esperado… Mas tentei entender o problema. Alias, já me havia ocorrido pensar sobre as condições em que estaria o Federer para essa disputa. Teria que jogar com Djoko a menos de 20 horas do fim de um jogo dramático, física e mentalmente. Ocorreu-me que o desenho das tabelas de torneios tão importantes como este não pode deixar os tenistas sem, nem ao menos ,1 dia ( 24 horas) para se recuperar. Apesar de minha grande frustração, acho que Federer fez muito bem em se poupar e abrir caminho para discussão desses horários apertados. O que faz o crescente sucesso do tenis e seus torneios é a maravilha de seus atletas e eles têm que ser cuidados e preservados. A ATP precisa se rever nesse aspecto.

  • Luiz Henrique

    Fabricio, você esta sendo tendencioso de mais pro Djokovic. Tá desconsiderando que jogo entre os dois, nunca é uma previsão segura. Sempre se refere a ele como o melhor e como o “monstro”. Ok, o ranking diz que ele atualmente é o melhor, mas tenho a impressão que se o ano continuasse Federer recuperaria seu posto. Djokovic é incrível. Federer também é incrível já e tem ganhado mais do Djoko do que perdido.

  • Mari Bassanesi

    Fabrizio, você sintetizou tudo. Sim, deveríamos “aplaudí-lo por estar jogando tênis tão soberbo nesta temporada, sobretudo nos últimos seis meses e suportando o calendário apertado da ATP …Temos que sim torcer para que esse novo problema não o atormente para o novo ano. Sem Federer ou com Federer em baixo nível o circuito perde muito.”

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