Pouca emoção e um grande favorito



Começou o ATP World Finals no domingo e tivemos nesta segunda-feira o complemento da primeira rodada. E os jogos de simples deixaram muito a desejar, perderam de longe em emoção e qualidade para os jogos de duplas.

A primeira partida foi marcada por um péssimo início, cheio de erros não forçados e um Murray naquela preguiça que chega da dar raiva até mesmo em seus fãs. Quando Nishikori tirou o peso do nervosismo de uma estreia numa competição desse porte, conseguiu ser agressivo suficiente para dominar e fechar mesmo com um vacilo no fim.
Roger Federer também viu um rival nervoso, sem ir bem no saque no primeiro set e viu Raonic não capitalizar suas chances na segunda etapa para vencer um tie-break onde não deu para entender a baixa de intensidade e precisão do canadense.
Nesta segunda-feira nem se fala a improdutividade de Tomas Berdych e Milos Raonic errando demais e sendo amplamente dominados. Gostei muito da atuação de Stan Wawrinka, parecia aquele tenista do Australian Open e de Monte Carlo. Talvez ter chegado sem badalação em Londres pode ter feito bem para o suíço que jogando dessa forma é muito perigoso até mesmo para Novak Djokovic.
Vejo o sérvio com boa vantagem diante de seis dos sete concorrentes e um tantinho a frente de Federer no favoritismo pelo título. Hoje devolveu muito bem, anulou o saque de Cilic e está com muita confiança. Vai ter que baixar significativamente o nível para não levar o tetracampeonato.
Espero que na segunda fase os estreantes se soltem e o torneio ganhe fôlego nas simples. Foi quase que deprimente esses dois primeiros dias.
Nas duplas o Brasil começou muito bem. Destaque para Marcelo Melo e Ivan Dodig que foram precisos derrotando justo uma dupla que venceu o torneio duas vezes e é a segunda do mundo – Daniel Nestor e Nenad Zimonjic. O que é melhor, ganharam em dois sets o que ajuda num desempate pela classificação caso seja necessário. Bruno Soares e Alexander Peya, que vinham de quatro derrotas seguidas, tiraram as toneladas de tijolos das costas vencendo uma dura batalha num confronto crucial na primeira fase. Agora pegam os surpreendentes Kubot/Lindstedt que bateram os irmãos Bryan.


  • falta rafael nadal. so isso.

  • eduardo

    kkkkkkkkkkkkkk vc é uma piada fabrizio nadalete! é ridicula essa perseguição a Federer, mesmo q Djokovic ganhe, vc n pode colocar ele como grande favorito, se um cara como Roger Federer esta jogando bem e inclusive venceu a ultima contra Djokovic a tres semanas atras, então nos poupe seu idiota!

  • Felipe

    Concordo com sua análise, Djoko está realmente acima, mas o Federer é um monstro, um jogador fora da caixa, o único que pode chegar numa decisão contra o sérvio por exemplo e vencê-lo com direito a pneu, como já fez em outras ocasiões, se estiver “naquele” dia. Abs

  • Lenival Berbert

    Boa tarde a todos.

    Escrevo como fão de Roger Federer e admirador do Novak Djokovic para relatar a importância de 01(Um) SET no decorrer do ano.

    Novak possui 10010 pontos contra 8700 de Federer atualmente no ranking.

    ao que tudo indica Federer para ser campeão deverá encarar na final o Djokovic.

    logo Djokovic terá garantido em caso de vice campeonato 600 pontos das 3 vitórias e + 400 da Semifinal totalizando 1000 pontos, Federer campeão conquistará 1500 pontos alterando o ranking da seguinte forma:

    1 – Djokovic – 11010
    2 – Federer – 10200 com mais 2 jogos da Davis que lhe darão em torno de 200 a 300 pontos.

    Logo Ranking final após Davis será

    1 – DJKOVIC – 11010
    2 – FEDERER – 10400

    Diferença de 610 pontos, logo pergunto, se Roger tivesse ganho aquele 5° SET da final de Winbledon,rsrs.

    Campeão de Winbledon – 2000 pontos
    Vice – Campeão de Winbledon – 1200 pontos

    Logo o que definiu o número 1 da temporada para o número 2 a meu ver foi um único set ao longo das 52 semanas.

  • LauraCM

    Fabrizio, se Federer passar pelo Wawrinka (cada jogo é um jogo), não vejo Nole com qualquer vantagem…se fosse num melhor de 5 sets, aí sim Nole teria uma ligeira vantagem (pelo físico), mas em um melhor de 3 sets é um empate técnico entre os dois, e isso se constata pelos resultados obtidos por Federer frente a Nole ainda neste ano!

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