Sorteio favorece a Espanha. 3 a 2 Brasil. Com drama!



Não é o A, nem o B, nem o C, talvez nem o time D que a Espanha poderia levar. Mesmo com tantos problemas e desfalques, inclusive de última hora com Marcel Granollers, a equipe é que consegue ter dois top 50 e um top 15 em simples e duplistas campeões de ATP Finals e com sucesso em Grand Slams. Independentemente de não se ter experiência em Copa Davis, a maioria do time titular espanhol é bem forte e ligeiramente favorito para encarar o Brasil.

A baixa de Marcel Granollers com lesão no punho nos dá um pouco mais de esperança. A dupla, que era um confronto dificil para nós por conta da confiança de Granollers e Marc Lopez, fica um tantinho menos complicada. Marrero e Marc são excepcionais jogadores, mas não vêm jogando juntos e, quer queira, quer não, isso tira um pouco daquela vantagem psicológica que os espanhois teriam sobre os brasileiros caso a formação inicial fosse mantida.

Sobre os jogos de simples vejo que o sorteio favoreceu os europeus. Bautista Agut, mesmo com apenas um confronto na bagagem em Davis, – este ano contra a Alemanha – está em seu melhor momento, é um jogador top 15 enfrentando o brasileiro 200 do mundo, ou seja, é bem favorito. Já vimos muitas surpresas acontecerem em Copa Davis e torço por elas, mas se assim confirmar, passa uma responsabilidade ainda maior nas costas de Thomaz Bellucci contra Pablo Andujar, estreante em Davis e que jogaria bem mais solto com a vantagem no placar.

Este segundo duelo vejo de forma acirrada e que pode até ir ao quinto set. São quatro jogos entre os dois, três batalhas, uma de cinco sets em Roland Garros. Andujar vem de lesão, mas ao mesmo tempo acabou de ganhar, em julho em Gstaad, evento em condições similares a São Paulo (altitude e um saibro rápido).

Sobre a opção do capião João Zwetsch como o número dois de simples. No meu ponto de vista, com o que trouxe para São Paulo, Rogerinho era a melhor escolha pela experiência na competição e também por já ter sido provado fisicamente.

Espero que esteja errado, mas me preocupo com a má fase de Rogerinho. É aquele negócio que vimos duas vezes em Copas do Mundo, o técnico convoca o jogador que corresponde e lhe dá o crédito mesmo em uma fase não tão boa e depois vem a frustração. Ou o torcedor não lembra de Dunga com Felipe Melo e Felipão com Fred ?

Longe de mim querer ficar comparando o tênis ao futebol, são esportes bem diferentes, mas o cenário se apresenta dessa maneira. De qualquer forma, como brasileiro vou pelo meu país, conheço as origens e Dutra Silva pessoalmente e torço para que mostre garra, consiga tirar seu melhor neste final de semana como já fez em outros duelos de Copa Davis para quem sabe tirar um pontinho dos rivais.

Meu palpite para o confronto ? 3 a 2 Brasil. Com drama.



  • RAFAEL BUSQUET

    Tinha que levar o feijão, saca melhor, bate mais forte na bola.

  • Mauricio Andrade

    Olha, o Rogerinho tem uma missão. Cansar o máximo que puder o Bautista, fazendo isso já justificou sua convocação. Bellucci é uma incógnita, pode ganhar ou perder as duas partidas. As duplas são parelhas, em casa e por serem mais entrosados ponho uma certa vantagem para os brasileiros. O resultado final pode ser tanto um 5 a 0 para a Espanha como um 3 a 2 para o Brasil. Resta torcer por dias inspirados do Bellucci.

  • Mauricio Andrade

    Olha, o Rogerinho tem uma missão. Cansar o máximo que puder o Bautista, fazendo isso já justificou sua convocação. Bellucci é uma incógnita, pode ganhar ou perder as duas partidas. As duplas são parelhas, em casa e por serem mais entrosados ponho uma certa vantagem para os brasileiros. O resultado final pode ser tanto um 5 a 0 para a Espanha como um 3 a 2 para o Brasil. Resta torcer por dias inspirados do Bellucci.

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