O incrível C1L1C



Vitórias por 3 sets a 0 nas quartas sobre Tomas Berdych, na semi contra Roger Federer e na decisão diante de Kei Nishikori. Não dá para não dizer que o título de Marin Cilic não foi incontestável.

Contra Federer era muito mais fácil jogar sem a pressão, afinal o favoritismo era todo do adversário. Em sua primeira final de Grand Slam onde vê a chance batendo na porta e contra um rival com forças equilibradas seria natural essa palavrinha tão chata no tênis, no mundo esportivo e porque não na vida como um todo aparecer. Mas Marin pouco ligou para ela, jogou como se fosse uma primeira rodada, jogou como se estivesse em outra órbita, outro planeta e proporcionou uma das finais de Grand Slam mais dominadoras dos últimos anos.

Kei Nishikori poderia ter feito melhor ? Sim. Mas Cilic não deixou. Fechou a porta com o saque quando o rival tinha os break-points, ou mesmo com a direita e até um jogo de fundo agressivo, consistente e muito firme na defesa, algo que não é sua característica mais forte. Daí que vem o segredo para sua arrancada e conquista.

Como o próprio croata disse, Stan Wawrinka abriu muitas portas com sua campanha no Australian Open e Marin conseguiu surfar bem a onda do suíço nessa parte final dele.

Muito legal notar que há um ano atrás Marin estava suspenso por excesso de glicose em seu sangue – retornou em outubro -, tinha rompido com seu técnico e se encontrava no fundo do poço. É mais um exemplo de como o tênis é ciclíco, como ele pode mudar e surpreender de uma semana para outra e como uma ou outra vitória podem mudar o rumo. Para quem não acompanhou a campanha, Cilic esteve bem perto de ser derrotado pelo regular Gilles Simon nas oitavas. E deu no que deu.

Agora seu desafio será encarar a realidade de não ser mais um jogador coadjuvante, do segundo escalão, e fazer os ajustes necessários para a cobrança maior que irá encarar assim como os adversários mais quentes para derrotá-lo. Wawrinka vem sofrendo com isso e ainda tentando encontrar aquele tênis da Austrália que só conseguiu poucas vezes mais ao longo do ano, mas conseguiu se firmar no top 4.

O ano termina nos Grand Slams com quatro campeões diferentes e ma disputa bem saudável para o tênis. As unaniminades estão caindo e assim o esporte fica mais interessante para todo mundo.

Serena Williams vai seguir ganhando Grand Slam nos próximos anos o quanto quiser. É dois, três degraus acima das outras tanto em potência, como físico e mental. Chegou aos 18 Slams, igualou Navratilova e Evert e não duvido que marque os 24 de Margereth Court. São seis, mas que vencendo dois por ano poderia igualar aos 35. O que Serena não gosta é de tenista que varie o jogo, a faça correr, vir pra rede, bater bolas desconfortáveis como slices baixos e ao mesmo tempo consiga medir forças com bolas potentes no fundo. Não temos
isso e o caminho está aberto para a americana.



  • Angelo

    É muito ver um novo campeão no tênis e ver também uma final de Grand Slam que não tenha Nadal, Federer ou Djokovic. Cilic mostrou a que veio e reuniu saque e agressividade no fundo de quadra para ganhar o US Open que é o que falta no feminino. Para bater Serena tem que ser agressiva e não apenas passar a bolinha para o outro lado como fez Wozniack. Vi poucas enfrentarem Serena de frente nos últimos anos em Grand Slams. A última que me lembro foi Samantha Stosur na final do US Open 2011, fora isso Serena quando perde, perde para si mesma em se tratando de Grand Slams.
    Enfim espero que Cilic, Nishikori, Wawrinka e por que não Dimitrov tornem a disputa no tênis masculino mais acirrada e que as meninas no feminino tenham mais coragem de arriscar quando encontrarem uma Serena pela frente, afinal o medo de perder tira a vontade de vencer.

  • ALCIR GUEDES

    SIM! Sangue novo é sempre bom para qualquer esporte. Mas isso não tem nada que ver com o “sumiço”
    dos top ten , assim de repente. FEDERER, o maior de todos, o PLAYER TENNIS Nº 1 since the new age(1968). È SÓ!

  • Augusto

    Bom dia Fabrizio, você tem perfil no twitter?

    Abraço

    • Fabrizio Gallas

      Augusto, pessoal não, tenho do Tenis News que dou opiniões de vez em quando, mas é muito mais informação e bastidores @tenisnewsbrasil

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