Sangue ‘novo’



Quem arriscaria numa final entre Kei Nishikori x Marin Cilic no US Open ao começo do torneio ? Muito, mas muito poucos. Ou ninguém.

Quando me refiro ao sangue ‘novo’, assim mesmo, com aspas. Nenhum deles é garotinho.  O croata tem 25 anos e o japonês um ano a menos. Não são nada velhos também, mas pelo tempo que apareceram em destaque no circuito, dá a impressão que tem mais idade.
É só mais uma resposta do cenário atual do tênis de amadurecimento mental e físico que ronda mais ou menos essa idade um pouco a mais para uns, menos para outro, a plenitude e experiência, algo que os mais jovens que já se destacam, como Grigor Dimitrov, Milos Raonic, entre outros, tendem a alcançar.
Talvez não seja tão bom para os fãs que, mesmo tão acostumados, gostam de ver pelo menos um Roger Federer ou um Novak Djokovic ou Rafael Nadal numa final de Slam. Mas é bom para o tênis essas caras ‘novas’ lutando por seu primeiro Major. Diversifica o público, gera novas histórias. Afinal, um dia essa geração de ouro não estará mais jogando. Vai demorar alguns anos. Para Federer eu estimo uns dois a mais. Mas eles vão passar e o tênis precisará de outros ídolos e heróis.
Serena x Wozniacki na final. Carol está jogando bem, firme, mais agressiva e sempre consistente. As duas fizeram bons jogos nos últimos torneios,  mas Serena está mais confiante e não vejo como não dizer que ela é bem favorita.
Curtinhas:
Bruno Soares bicampeão de dupla mista do US Open. Não vale ponto, não vale ranking, mas é um Grand Slam, vale demais. Os melhores do mundo estão em ação no masculino e feminino e ganhar um Major é sempre um Major. Sinceramente, Bruno merece demais cada conquista dele, não sópelo que joga, mas também como atende a todos, seja fã, imprensa, patrocinadores e etc. Faz muito bem ao tênis brasileiro.
Não obstante a dupla vem ganhando destaque. Tivemos essa semana João Menezes e Rafael Matos vice-campeões de duplas juvenil no US Open. Já levamos Wimbledon com Marcelo Zormann e Orlando Luz que faturaram também a Olimpíada.
João Souza, o Feijão, derrotou Guilherme Clezar, pupilo do capitão João Zwetsch, que vai disputar uma vaga no time titular da Copa Davis, vibrou muito como se tivesse ganho o título e na sequência bateu o argentino Facundo Bagnis, cabeça 2 e 109º, que o havia superado nos cinco últimos jogos. Disputará a final em Medellin onde voltará ao top 100 com o título. Só vem provando estar em melhor momento que os demais convocados para a 2ª vaga de simples contra a Espanha e colocando outra pulguinha atrás da cabeça de Zwetsch.
É bom que se lembre. O capitão ainda pode fazer alterações no time até quinta-feira mesmo que o atleta não esteja relacionado previamente. A regra permite.


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