Maré favorável para Federer



Não bastasse a sequência de vitórias e bons resultados, Roger Federer teve um sorteio que foi uma bênção na chave do US Open que começa nesta segunda-feira.

Dois adversários teoricamente bem fáceis nas rodadas iniciais, uma terceira que pode ser mais complicada contra um Ivo Karlovic. As oitavas contra o competente porém pouco experiente Bautista Agut e o sempre fanfarrão e desinteressado Fabio Fognini (falem o que quiser, o cara é talentoso, mas irrita pela fragilidade quando enfrenta um cachorrão no circuito).
O que mais preocupa o suíço é as quartas contra o talentoso Grigor Dimitrov que vem fazendo boas campanhas nos Slams, mas sempre fica aquela incógnita. Será que ele chega lá ?
Na semi um David Ferrer que, em qualquer tipo de momento, é sempre um freguês de carteirinha (15 a 0 nos confrontos).
Federer vem surfando uma onda numa maré a seu favor. Basta manter seu bom nível que chegará no mínimo na final.
Do outro lado, Novak Djokovic pegou um início de caminho que deve ser tranquilo e pode servir para entrar em um ritmo adequado que não conseguiu nos dois últimos torneios. As tormentas prometem chegar nas oitavas. John Isner jogando em casa nunca é fácil num jogo de oitavas. Nas quartas Tsonga ou Murray e na semi um possível duelo contra Wawrinka ou Raonic.
Do meu ponto de vista, um torneio melhor de cinco sets tende a favorecer ao sérvio pelo quesito físico. Ele relaxou com o casamento, pagou o pato e teria, nesse curto espaço de tempo, recuperado a condição ideal que lhe é característico ? Algo a se observar e constatar. Perder sets e alongar jogos nas primeiras rodadas sempre pesam lá na frente, ainda mais no verão americano que costuma ter dias bem quentes.
Ao mesmo tempo que vejo um US Open com Roger Federer como favorito e um tantinho aberto para seu rival na final, não vejo uma energia positiva para Andy Murray que pegou a chave mais dura entre os três citados. O tênis é cíclico, tudo pode mudar em uma semana ou até em um jogo, mas o escocês está sem confiança e sem aquela mentalidade agressiva que o fez vencer dois Grand Slams. Fazer variar e usar somente o talento, como se mostra a proposta inicial de trabalho com Amelie Mauresmo, não é o suficiente na minha opinião.
Vou dar meu palpite. Aposto numa semifinal entre Federer x Cilic e na outra Djokovic x Raonic. E qual a sua ?
No feminino tudo passa pela raquete de Serena, ou melhor, a vontade da americana. Pelos últimos torneios parece que ela tem fome e vontade de buscar mais uma conquista. E se assim for fica difícil apontar outra para o caneco. Ana Ivanovic nas oitavas é uma dura rival e muito cedo na chave para quem costuma não jogar seu melhor nas rodadas iniciais. Maria Sharapova precisa ajustar seu saque para almejar as rodadas finais.
Teliana Pereira não tem bom histórico no piso duro e pegou uma rival bem complicada na estreia, a qual teve boas chances de beliscar um set e até o jogo. Está mais experiente, jogando sem a pressão, mas por outro lado a rival a conhece. O que me preocupa é a falta de ritmo de jogo da brasileira que não jogou nenhum evento no piso duro por conta de lesão no joelho.
Thomaz Bellucci pegou uma primeira rodada bem complicada. Um rival sacador em um piso bem rápido como o de Flushing Meadows numa quadra pequena. Em primeiro lugar é preciso torcer para que o calor na hora do jogo não esteja tão forte (previsão de início do jogo às 14h locais). Em segundo lugar torcer para que o paulista tenha a paciência de não se afobar quando a oportunidade aparecer e buscar trabalhar bem os pontos.
Curtinhas:
Ganhar uma medalha olímpica é especial. Orlando Luz faturou duas em Nanjing, na China, a prata em simples e ouro nas duplas com Marcelo Zormann. O sucesso de Orlandinho é notório e precisamos valorizar essas conquistas. Larri Passos e sua equipe precisam desde já trabalhar bem sua cabeça e físico para o profissional. Juvenil é importante, mas não dá camisa futuro a ninguém como vimos com Tiago Fernandes.


  • diego

    Lembro-me que a maioria das chaves dos Slams “favoraceu” o Nadal. Acredito sim, que o Federer tem quase tudo para chegar a final ou até ser campeão. No entanto, tem que mostrar foco, sacar bem para subir a rede e volear. Isso combinado pela ausência do Nadal e talvez as quadras um pouco velozes. Uma pena que o USopen continuará sendo o único Slam em que Fedal não se enfrentaram! GO FEDERER. Boa sorte.

  • rené ribeiro

    Fabrizio

    Tudo que você diz procede, mas a ausência de Nadal muda tudo, especialmente para Federer, e não pela questão da técnica, mas pelo lado psicológico do jogo. Para todos também é um grande alívio. Sem Nadal, todos se equiparam, o torneio cresce no quesito espectativas. Qualquer um pode chegar nas semi e mesmo na final. Portanto, uma final entre Federer e Djoko é bem possível, com vantagem de momento para o mestre da Suiça

  • a maior sorte de Federer e a ausência de Rafael nadal. queria ver ele subindo a rede toda hora com o nadal do outro lado dando passada nele. o nadal e o único que acaba com a graça dele. seria um jogão entre os dois se o nadal estivesse la. todos sabem que o emocional do Federer muda quando joga contra nadal. o espanhol consegue mexer com a cabeça dele.essa a meu ver e a maior chance do Federer para ganhar o us open, o rafa bem longe.

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