O jogo força de Tsonga



Eram catorze quinze meses sem ganhar de um top 10, desde as finais de Roland Garros de 2013, nove derrotas seguidas para tenistas desta estirpe. Sim, a lesão no joelho sentida entre Wimbledon e a temporada americana de verão há um ano ajudou e a confiança de Jo Tsonga foi para o buraco. Como o ranking não mente (na maioria dos casos), o Mohammed Ali do tênis caiu e ficou como um mero coadjuvante por uma temporada inteira.

Eis que esta semana os “socos” do francês voltaram a machucar. Sim, isso mesmo, socos, pancadas, um jogo atlético, de muita força, pancadas, saques e direitas demolidoras. Ele não só quebrou a sequência amarga contra top 10 como venceu quatro de forma consecutiva e venceu dois dos três melhores do ano, Novak Djokovic e Roger Federer.

Como disse anteriormente, o torneio canadense estava aberto, assim como estará Cincinnati e promete ficar o US Open. As condições velozes, de todos os torneios (deste grupo nessa época apenas Montreal, que ficou fora esse ano pela alternância de sedes), ajudam os sacadores e Tsonga aproveitou e muito para sair da penumbra e virar mais um no foco.

Notável que Federer esteja seguidamente perdendo finais. Perdeu todas de Masters 1000 (Indian Wells, Monte Carlo e Toronto) e em Wimbledon. Falta um passo. Uma hora ele quebra essa série. Mas que deve estar chateado, isso está.



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