Tudo aberto em Toronto. O pior de Djokovic



Com um pouco de atraso comento a atuação de Novak Djokovic na derrota para Jo Tsonga. Tudo bem que o francês não o deixou jogar muito, mas foi o pior que vi do sérvio na temporada. Sem saque e sem uma de suas principais armas, a devolução. Tsonga é claro contribuiu ao sacar muito, mas o tempo de reação do sérvio estava uma fração de segundo mais lento, detalhe que faz toda a diferença quando se enfrenta tenistas assim.

Para o número 1 é virar a página para Cincinnati onde joga novamente para obter um recorde jamais conquistado no tênis, vencer todos os nove Masters 1000. Seu prejuízo no ranking será de 270 pontos (defendia 360 da semi e soma 90) e em Ohio descarta 180 das quartas. Nada que ainda preocupe dada a lesão de Rafael Nadal, mas uma má atuação nos Estados Unidos abala a confiança para o US Open.

Se fosse há alguns anos diria que Toronto está nas mãos, ou melhor, na raquete de Roger Federer. Mas hoje não é assim. O circuito está mais equilibrado, especialmente nesta temporada, e o suíço, apesar de demonstrar muita fome e um bom tênis, vem oscilando bastante nos últimos jogos. Deu desconectadas que não pode se dar ao luxo de fazer contra caras como Djokovic e Nadal, por exemplo. Sua sorte é que pegou uma chave menos complicada – não que seja fácil, mas Cilic e Ferrer são fregueses – e terá outro cliente a espera neste sábado, Feliciano Lopez. São dez jogos e dez vitórias de Roger.

Com o tênis que Tsonga vem jogando , a cada vez maior força mental de Grigor Dimitrov, e os jogos bem disputados na competição, vejo a competição bem aberta.

E os brasileiros estão bombando nas duplas. Bruno e Marcelo jogam neste sábado as semis e podem fazer final nacional no Canadá. Seria brilhante. Soares pega a dupla que já foi número 1 e é a número 2 do ano, os fortes Zimonjic/Nestor. Um confronto direto para pegar confiança e até se aproximar deles no ranking. Marcelo já vem somando pontos importantes na briga por vaga no ATP Finals (é o 13º na tabela com Ivan Dodig) e encara os algozes dos irmãos Bryan que este anno não se mostram dominadores como em 2013.

Curtinhas:

Ótima semana dos brasileiros nos challengers e futures. André Ghem na final em Praga lutará por seu 1º challenger em oito anos e Clezar joga ainda hoje a semi em San Marino após tirar dois favoritos. Como recompensa, Ghem está colado no top 200 e quebrará a barreira se vencer o título ficando perto do melhor ranking e Clezar já está garantido entre os 195 melhores podendo entrar no top 170 com a final.



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