Nadal e Federer superam 1ºs desafios



Prova de fogo superada para Rafael Nadal. Com algumas dificuldades é verdade, mas o espanhol passou por dois adversários encardidos nas duas primeiras rodadas. E passou um perigo enorne nesta quinta-feira contra Lukas Rosol. Esteve muito próximo de ficar 2 sets a 0 abaixo, levantou um 2/4, salvou um set-point e ali mudou o jogo.

Tanto esta como a vitória na estreia contra o talentoso Martin Klizan mostraram dão confiança para o seguimento no torneio e mostram que Nadal tem chances de ir bem longe nesta edição. O saque se mostrou firme, podendo melhorar mais um pouco e o jogo de pernas é bem melhor do que nos dois últimos anos e na derrota em Halle recentemente.

Rafa escapou de Ivo Karlovic para a terceira rodada, de Monfils ou Gasquet nas oitavas, mas teria um jovem com muita fome, ou Kyrgios ou Vesely. Cada vitória em sua bagagem só tende a aumentar a confiança e seu favoritismo nestes encontros, mas a grama é muito traiçoeira, um ou dois pontinhos perdidos no saque ou num tie-break mudam a história.

Depois de uma estreia onde o rival nem fez cosquinha – Paolo Lorenzi jamais ganhou um jogo em Grand Slam perdendo a 13ª seguida -, Roger Federer teve um bom teste nesta quinta e aplicou 25 aces diante do canhoto Gilles Muller que é um grande sacador e bom jogador na superfície. Atente a movimentação, jogo de pernas do suíço onde esteve bastante afiado. Sua vida pode ficar mais complicada a partir das oitavas caso Jerzy Janowicz ou Lleyton Hewitt avancem. Não vejo motivos para Granollers ou Giraldo lhe dificultarem. O colombiano não tem muita variação é uma direita com longo movimento, o que não é bom para este tipo de piso. Granollers voleia bem, é um ótimo tenista de duplas, mas não vejo recursos para incomodar o natural da Basileia.

Djokovic acredita que se complicou contra Radek Stepanek. Um pouco sim ao perder um 5 a 2 no tie-break da terceira etapa e por pouco não perder vantagem parecida no quarto. Temos que ressaltar que o tcheco atuou muito bem, vinha confiante e por pouco não levou ao quinto set com muitos méritos. Aos 35 anos consegue jogar muito bem simples e duplas e, apesar de ser bem chato com seus rivais nas atitudes dentro de quadra, tem um estilo bonito, eficiente e raro no saque e voleio. Conseguiu aguentar e até se dar melhor que Nole em alguns momentos nas trocas de fundo.

Andy Murray passou tranquilo e ainda não teve nenhum trabalho. Ainda não vi Bautista Agut jogando na grama, mas está confiante o suficiente – vem de título em Hertogenbosch (primeiro espanhol a ganhar seu 1º ATP na superfície) – e já tem experiência o suficiente para poder dar calor no britânico. Um primeiro teste.

No feminino, Teliana Pereira teve uma baita experiência numa quadra central de Wimbledon, onde poucos brasileiros pisaram. Deu para ver que o piso incomoda muito a pernambucana que ficou um pouco perdida com os quiques no início. Ainda lhe falta agressividade.

A brasileira agora jogará um challenger na França e terá no segundo semestre uma parte decisiva para se manter no top 100. Somente até o início de setembro tem 130 pontos a defender a começar com 50 de um título na próxima semana.

Nossos brasileiros nas duplas largaram com três vitórias. Destaque para André Sá e o croata Pavic tirando a dupla cabeça 10, Inglot/Huey (GBR/PHI) e o triunfo em cinco sets de Soares/Peya contra Youzhny/Mitnyi (RUS/BLR). Melo e Julian Knowle ganharam de Kas/Emmrich em sets diretos. O único a cair foi Marcelo Demoliner junto com o indiano Raja contra os cabeças 15, Cabal/Matkowski (COL/AUT).



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