Fenômeno!



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No dicionário a palavra fenômeno tem o seguinte significado. Tudo o que está sujeito à ação dos nossos sentidos, ou que nos impressiona de um modo qualquer, física ou moralmente.

Pela enésima vez, Rafael Nadal provou estar associado ao substantivo, provou ser um atleta do qual NUNCA devemos duvidar, ainda mais em Roland Garros, o quintal de sua casa.

Nem mesmo quando chega com sua pior campanha no saibro na última década – apenas um título em quatro torneios e ele conquistado sobre um rival lesionado -, com seguidas derrotas, inclusive no piso, para seu adversário da grande final e nem mesmo quando tem dificuldades físicas que vinham afetando alguma parte de seu jogo.

Nadal entrou sem um favoritismo pleno de outros anos – é de praxe também que mesmo sendo o favorito jogue para o rival tal condição – conseguiu soltar seu melhor jogo de forehand a partir do segundo set após vacilar no primeiro e esbanjou confiança no terceiro e parte da quarta etapa. Djokovic, por sua vez, mostrou aquela fragilidade física da semifinal. Vomitou em quadra e sentiu o calor pertos dos 30º C. No meu entender algo estranho e não divulgado aconteceu. Jjá o vi muito melhor preparado fisicamente para aguentar o espanhol, afinal, em 2011 e 2012, o derrotou em batalhas em Miami, US Open e Australian Open com mais de três horas.

Nadal não se cansa de ganhar Roland Garros, não se cansa de se motivar para vencer cada vez mais. Não se cansa de ser um destruidor de sonhos. Federer tentou cinco vezes, perdeu quatro finais. Djokovic jogou pela sexta vez, sem sucesso, perdendo a segunda final.

Lá se vão 66 vitórias em 67 partidas com uma única derrota, para o sueco Robin Soderling, em 2009 – 90 em 91 jogadas ao todo no piso lento. Se Djokovic, depois de tudo que fez e tudo o cenário que se apresentava, mais uma vez não conseguiu. Quem será que pode pará-lo ? A pergunta ficará mais um ano pelo menos sem resposta.

Os números de Nadal seguem se acentuando. Já são 14 Grand Slams no currículo igualando Pete Sampras, o segundo maior vencedor. Faltam apenas três para alcançar Roger Federer, um feito que cada vez mais parece real, afinal ele tem 28 anos recém-completos e se mostra resistente aos seguidos problemas físicos que aparecem recorrentemente.

Curtinhas:

Sigo eu como o pé frio de Nadal. Estive em Roland Garros uma única vez, em 2009.

E em algo Nadal vem perdendo quando joga Roland Garros. O cabelo. É só ver o infográfico com as fotos de suas nove conquistas na França. Se cuida rapaz!

Enquanto isso, Djokovic perde sua terceira final seguida de Grand Slam (Wimbledon para Murray, US Open e Roland Garros para Nadal). Série indigesta.

Nadal segue para a grama e confirmou que joga Halle, na Alemanha. Veremos agora se as costas vão aguentar. A grama exige um saque mais potente o tempo todo e em suas melhores campanhas sempre foi mais agressivo nesse fundamento. Em Roland Garros conseguiu sacar melhor nas três últimas partidas e não demonstrou tantos problemas. Veremos.

Bom lembrar. Nadal mantém o topo, mas sai com apenas 170 pontos de vantagem. De olho no ranking é bom que faça boa campanha em Wimbledon onde não defende nada e o sérvio descarta 1200. Caso não o consiga, terá que batalhar muito no piso duro onde defende o Masters do Canadá, Cincinnati e o US Open.

 

 

 

 



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