A hora da verdade para Djokovic



Das semifinais de Roland Garros, as mais empolgantes foram as do feminino. No masculino, apesar de ter levado Novak Djokovic ao quarto set, Ernests Gulbis pouco empolgou e pouco deu emoção ao duelo. E o duelo de Nadal x Murray foi um passeio do espanhol.

Teremos aquilo que todos esperávamos, a final Nadal x Djokovic. É a hora da verdade para o sérvio, a hora de ratificar tudo o que vem fazendo há algum tempo no saibro, todas suas quatro vitórias seguidas sobre Rafael Nadal este ano, toda sua evolução física e confiança. Algo semelhante ao que ocorria com Nadal em Wimbledon quando enfrentava Roger Federer na final. Precisou da terceira seguida para batê-lo sempre incomodando um pouco mais a cada ano.

Desde o início do torneio venho comentando que Djokovic leva certa vantagem. Alguns aspectos me levam a crer que este favoritismo ainda existe, mas diminuiu consideravelmente. A pressão existe sim e é maior para o sérvio. Ele sabe que é o único Slam que lhe falta e que tem um monstro do outro lado da quadra que precisará superar em pelo menos três sets. Por outro lado, já vem batendo o espanhol seguidamente, inclusive no saibro, e com a tática correta para tal. A mudança de clima em Paris é outro fator. Djokovic estranhamente cansou cedo, saiu esbaforido de quadra diante de um calor pouco abaixo de 30º C. A previsão para o domingo é semelhante a de hoje, perto dos 30º C e com possibilidade de chuva forte no cair da noite. Por fim é a confiança com que Nadal jogou nesta sexta-feira, principalmente sua melhoria no serviço, fator fundamental para evitar as bombas na devolução do sérvio.

Já se foi o tempo em que o espanhol tinha vantagem jogando sobre um piso mais lento de condições diante de certos jogadores que devolvem bem e conseguem se equiparar no jogo físico como Djokovic e David Ferrer, por exemplo. Vide exemplos deste ano em Monte Carlo contra o espanhol e da final de Roland Garros em 2012 contra o sérvio. Com condiçõesde calor, Nadal se deu melhor, quando fechou o tempo, ficou mais úmido e choveu, o sérvio passou a dominar. Por sorte do espanhol, a chuva adiou o jogo e ele conseguiu levar em quatro sets.

Com as condições de hoje, calor e quadra mais seca, pode-se notar que o forehand de Nadal andou mais, ficou mais veloz . No clima frio e úmido, a bola cresce, fica mais pesada e lenta e assim sua bola menos danosa ao adversário.

E esse fator clima associado a uma confiança mais acentuada do espanhol após a virada sobre David Ferrer, contribuiu para uma excelente atuação do espanhol, sua melhor na temporada de saibro contra um Andy Murray que também contribuiu sendo errático e apressado demais.

Se tivesse que apostar meu humilde dinheirinho eu colocaria no sérvio, mas sem aquela confiança que tinha até quarta-feira. Pelo cenário que vejo, poderemos ter uma batalha daquelas, semelhante a do ano passado. Preparem os seus corações, torcedores desses dois tenistas.

No feminino vi uma Halep muito firme, confiante e distribuindo pancadas de fundo tanto nas quartas quanto na semi. Se jogar assim, sem sentir a pressão de sua primeira final de Slam, tem chances de levar o troféu. Sharapova que se cuide.

Curtinhas:

Três derrotas em semis do juvenil para o Brasil hoje. Orlandinho caiu em simples e duplas com João Menezes e Luisa Stefani na semi de duplas. Uma pena, mas muita expectativa com o que o gaúcho pode vir a produzir. Foi apenas seu primeiro Slam e ele foi muito bem. Tem apenas 16 anos. Espero que Larri Passos e sua equipe estejam trabalhando bem sua parte mental e físico para que não caíam nas mesmas esperanças não confirmadas recentes de nosso esporte.

 

 



MaisRecentes

Isner é muito mais que o saque e uma direita



Continue Lendo

O que há com Djokovic ? 



Continue Lendo

Del Potro apimenta o circuito



Continue Lendo