Djokovic, o fanfarrão marqueteiro que faz bem ao tênis



Ano passado, o polonês Jerzy Janowicz jogou para discussão que Novak Djokovic era uma “farsa, um ator” pelas imitações e coisas diferentes que faz em quadra. Gerou polêmica e até um frissom de inveja visto que o grandalhão atirou para cima de Roger Federer na mesma entrevista.

Vou discordar de Janowicz, mas atentar ao fato de que, no meu entender, o sérvio é um fanfarrão do marketing. Um fanfarrão do bem. Vejo raras ou quase nenhuma forçada de barra. Djokovic é espontâneo, mas ao mesmo tempo sabe usar a forma de ser para atrair simpatia de público, mídia e tudo mais. Sabe se promover.

A fanfarronice desta segunda-feira, no meu entender, foi assim. Obviamente se a parada fosse num jogo mais duro, ele não faria, afinal naquele momento ele se encontrava bem relaxado. Mas Djokovic é um tenista que tem o instinto brincalhão, mas sabe quem é, da repercussão que causa e que trazer para si a torcida só lhe trará benefícios, em qualquer lugar.

Se não existisse espontaneidade, ele não seria o que é. E cá pra nós, eu adoro esse jeito e de suas ações. Faz bem pro tênis alguém assim!

Nem posso falar muito da estreia dele e também da de Rafael Nadal, não tiveram trabalho. O espanhol deve ter aberto um sorriso na noite de hoje com a derrota de Stan Wawrinka que estava em sua chave para uma possível semifinal. Sim o suíço mudou seu nome na ATP e nos torneios e parece que não deu lá muita sorte. Como mesmo disse o suíço, agora é tudo diferente, a pressão é maior, ele é um ganhador de Masters 1000 e de Grand Slam, todos esperam o melhor e por boas campanhas e ele não está acostumado com isso.

Nadal, Federer e Djokovic são caras diferentes. Nem mesmo Andy Murray, que venceu o US Open e Wimbledon, vem aguentando esse ano. Óbvio que uma lesão nas costas pesou, mas ele está longe de ser o mesmo. E até nosso Guga sofreu. Para quem não se lembra, ele ganhou Roland Garros em 1997, foi vice do Masters de Montreal e passou um ano de 1998 só de cobranças e resultados abaixo do esperado. Foi brilhar novamente no ano seguinte. Coisas normais do tênis.

Falando em coisas normais, nosso Thomaz Bellucci teve um jogo de altos de baixos outra vez e por pouco não entregou uma partida ganha. Jogo fácil não é a cara do brasileiro. Uma pena que assim ele ficou três horas em quadra de forma desnecessária para quem não tem muita confiança no físico. Fabio Fognini, seu próximo rival, não vai perdoar tais vacilos.



MaisRecentes

Djokovic está de volta!



Continue Lendo

Um racha no circuito ? 



Continue Lendo

Federer com muitos concorrentes para o All England Club



Continue Lendo