Duro caminho para Djokovic em Paris. Melhor para Federer e Nadal



A chave dos brasileiros em Roland Garros foi boa para uma primeira rodada. Thomaz Bellucci já ganhou duas vezes do alemão Benjamin Becker que é fraco no piso de saibro. É uma boa oportunidade de avançar de fase. Nem tanto um bom jogo para uma segunda rodada Fábio Fognini, mas também o italiano não é aquele bicho de sete cabeças.

Teliana Pereira tem uma ótima oportunidade de ganhar sua primeira rodada em um Grand Slam. Uma rival que não joga desde o início de abril e que não atuou no saibro ainda. Ela ainda vive a fase de sentir a pressão quando em tese tem jogos favoráveis em grandes torneios, mas acredito que passará por esta. Vencendo, terá mais confiança e menor pressão para encarar Sorana Cirstea, 27ª do mundo, adversária que já venceu no mês passado. Quem sabe pode pintar uma boa campanha da brasileira ?

Fazer previsões da chave é sempre especulação visto que zebras e surpresas sempre podem acontecer, mas em tese podemos dizer que o caminho de Novak Djokovic parece mais difícil do que seus principais concorrentes.

A vida de Roger Federer parece bem calma até as quartas de final onde pode ter Tomas Berdych e em seguida Novak Djokovic. Para Rafael Nadal não diria tão favorável quanto a de Federer , mas também não é tão ruim quanto poderia ser. Nicolas Almagro, que o acabou de vencer em Barcelona, requer sempre atenção assim como David Ferrer nas quartas e Stan Wawrinka na semi (o suíço mudou seu primeiro nome no ranking e para a chave dos torneios).

Dos principais quem se deu pior foi Novak Djokovic. Na segunda rodada pode ter um Jeremy Chardy que é sempre 8 ou 80, se está confiante complica qualquer um. Marin Cilic logo na terceira fase, mesmo no saibro, é indigesto, nas oitavas Tsonga, nas quartas um dos destaques do saibro no ano, Kei Nishikori, campeão de Barcelona e que por pouco não derrotou Nadal na final de Madri.

No feminino, Serena tem uma chave bem dura podendo encarar a irmã Venus na terceira rodada e Maria Sharapova nas quartas. Eu diria que é mais duro para a russa do que para a americana que não perde dela há quase uma década, mas é sempre um jogo difícil para ambas.



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