Será que o melhor de Bellucci já passou ?



Vendo todo o processo dos últimos 12 meses, o histórico dele e conversas com treinadores brasileiros, crio este post para colocar em debate uma ideia que vem martelando minha cabeça: será que o melhor de Thomaz Bellucci já passou ?

Não tenho uma bola de cristal para prever ou sentenciar o futuro dele. Um jogo, um torneio pode mudar uma tendência. Isso é corriqueiro no tênis que te proporciona recomeçar e ter uma nova vida a cada competição.

Batendo papo com técnicos nos últimos meses, alguns me apontaram que para os jogadores normais, em média são quatro ou cinco anos do melhor tênis até a carreira iniciar um declínio. Não necessariamente esses anos podem ser em sequência, afinal problemas e percalços acontecem na vida de todo atleta. E não necessariamente, nesse declínio, o atleta não possa ter um ou outro resultado espetacular.

Bellucci começou a despontar em 2009 e desde o ano passado, na risca dos quatro, cinco anos, vem apresentando uma série de problemas físicos que impedem ter a confiança para jogar o seu melhor com constância e consequentemente cresça no ranking . A desidratação está mais latente em 2014, as dores no abdômen apareceram pela segunda vez em doze meses, o ombro vem acusando dores desde o início de 2013 e vez ou outra volta a doer. E assim Thomaz vai tendo que mudar e adaptar programações de uma hora para outra por conta do ranking, que não permite entrar em todos os eventos e só jogar qualies, e pela baixa resistência e força que potencializam sua deficiência física.

Hoje em dia os avanços da medicina ajudam bastante para que se veja tenistas com 35, 36 anos jogarem o seu melhor, mas o brasileiro é um caso à parte, um atleta que vem se mostrando cada vez mais frágil à medida que o tempo vem passando, mais limitado com a quantidade e duração que as partidas de tênis exigem. A cada um ou dois anos muda seu staff de parte técnica e física, algo que no meu ponto de vista é um excesso e por isso é prejudicial. Junto com isso a expectativa, o interesse e também a paciência do público brasileiro vem caindo.

Note. Não estou dizendo que Bellucci não possa vir e voltar a arrebentar. Ele joga muito tênis e tem toda a qualidade para sair e ganhar um ATP 250, um ATP 500, um Masters 1000 no saibro e bater feras do circuito. O que digo é que cada vez mais, pelo que estamos vendo, aquelas esperanças de que ele se torne um jogador top 20 e consolidado na posição, até brigando por um top 10, entrem em mundo utópico.

Espero que esteja redondamente enganado. Torço muito para que Bellucci cale minha boca, sane suas deficiências e confirme as expectativas que tínhamos dele quando começou a despontar.



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