Confiança abalada



Em Monte Carlo pode ter sido um acidente de percuso, um dia ruim, partida mal jogada e derrota para um rival que é muito bom no saibro – David Ferrer. Em Barcelona os sintomas aumentaram para Rafael Nadal.

Após um belo primeiro set, dominando as ações e firme nos games de saque, chances foram desperdiçadas e mesmo atuando bem, a vitória escapou. Aqueles pontinhos decisivos como um 15/40 para devolver a quebra no game decisivo não vieram para ele. E uma derrota para mais um freguês, Nicolas Almagro, que nunca o havia vencido em qualquer tipo de superfície.

A confiança do número 1 está siginificativamente abalada. As dúvidas, que tinha poucas nessa superfície, basicamente contra Djokovic, se ampliaram, e os adversários estão vendo e tendem a se agigantar para cima de quem ainda é Rei, mas pode estar perdendo sua majestade.

Nadal deu uma declaração interessante após a derrota: “O melhor é que, depois de dez anos, não dirão que eu sou favorito a Roland Garros. Pra mim, nada muda”.

De fato o que mais interessa é Roland Garros e não chegar como o mais cotado de forma disparada, pode até fazer bem para ele durante o torneio. Mas confio que parte dessas derrotas estão assiocadas a pressão que o espanhol tem por defender a liderança do ranking. Ele já disse, em Miami, que cada vitória era importante na briga pelo topo. E Nadal agora perderá terreno, com apenas 1860 pontos de vantagem para Djokovic podendo deixar o Nº 1 após Madri caso o sérvio conquiste o título e ele caía na estreia ou nas oitavas de final.

Vai ser muito interessante a partir de agora notar a capacidade de recuperação de Nadal que nunca começou “tão mal” (entre aspas mesmo!) uma temporada na terra e também a possibilidade de Djokovic virar o número 1 e ter talevz sua maior chance de vencer o Aberto da França, vindo de um problema físico. A competitividade no saibro só aumenta e faz os demais acreditarem. Afinal, Wawrinka, Federer e Ferrer mostraram que podem chegar.



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