Wawrinka chegou. E mais um revés para Djokovic no saibro ?



Stanislas Wawrinka provou em Monte Carlo que o ocorrido no Australian Open não foi um golpe de sorte, uma semana inspirada, e superou sua última barreira para aqueles que duvidavam de sua capacidade. Derrotar o amigo e outro algoz, Roger Federer, e logo em uma final.

Sim, o retrospecto era de 13 a 1 e Federer vem jogando seu melhor tênis neste ano. Sendo assim, a vitória de Stan mostra que ele chegou não só para incomodar, mas sim para se fixar entre os melhores do mundo. E basta lembrar que na semifinal ele deu um 6/1 em David Ferrer que vinha de vitória sobre Rafael Nadal.

Arriscar que Wawrinka dominará o circuito é leviano. Como mencionei anteriormente, a tendência é que este ano siga como está, disputado, com forças divididas, cada um vencendo uma vez e alguns cachorrões caindo mais cedo do que se imagina. E isso é ótimo para o tênis, para o público e mídia. O ranking do ano fala por si só, com a diferença do primeiro para o quarto (Nadal para Wawrinka), inferior aos 800 pontos.

E Djokovic passará por exames para saber se a lesão no punho se agravou e ficará sem tocar na raquete por tempo indeterminado. Mais um problema na temporada de saibro para o sérvio que ano passado lesionou o tornozelo durante Monte Carlo. Sim, ele ganhou o torneio, mas acusou o golpe em Madri e roma na sequência. Justo agora quando vinha jogando com mais confiança e com chances maiores dada a queda de Nadal.

Resta saber a gravidade da lesão. Ficar dez dias sem treinar já irá comprometer parte da temporada do saibro e sua preparação para Roland Garros que é seu objetivo. Apesar de perder pontos na briga com Nadal pelo ranking, ainda tem uma boa chance de se tornar o número 1. O espanhol defende 4500 pontos contra pouco mais de 900 seus.

O time do Brasil da Fed Cup lutou, fez um ótimo papel, mas pecou pela falta de experiência. Não começamos bem a série contra a Suíça. Teliana Pereira decepcionou no primeiro dia, se pressionou demais e pagou com erros e derrota em jogo chave. Se recuperou com brilhante atuação no domingo, mas infelizmente era tarde. Paula Gonçalves mostrou um excelente potencial, belos golpes e um jogo moderno, mas precisa de maior consistência. Tem tênis para estar entre as 100 melhores em breve.

Um duelo de aprendizado para que no ano que vem consigamos a sonhada vaga no Grupo Mundial II e quem sabe com Teliana, Paula, Laura Pigossi, Gabriela Cé acima no ranking e Beatriz Maia recuperando.



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