Brasil x Espanha – Que cidade e piso para receber Nadal e Ferrer aqui ?



O sorteio foi o pior dos piores para o Brasil. Mesmo jogando em casa. A Espanha é a equipe mais forte e homogênea da Copa Davis. Tudo bem, eles não avançam no Grupo Mundial desde o ano passado, mas só estão onde estão porque Rafael Nadal e David Ferrer optaram por ficar de fora.

No ano passado Nadal não esteve na primeira rodada e foi resgatar a equipe contra a Ucrânia. O duelo foi em casa e no piso lento, propício para Rafa, mas vejo como bem provável sua vinda para cá. Um dos motivos é que estará jogando o US Open na semana anterior e a distância para o Brasil é similar a de Nova York para a Europa.

Obviamente que a convocação é feita 10 dias antes do confronto, mas o local precisa ser definido meses antes. Sendo assim o capitão e Confederação tem que escolher pensando no que virá de melhor do outro lado. Qual seria então, caro leitor, a melhor opção do Brasil para receber a Espanha de Nadal ?

Já descarto de cara um saibro bem lento e um local úmido. Razões bem óbvias. Melhores condições possíveis para Nadal e as piores para Thomaz Bellucci vide o que vem ocorrendo em 2014.

E aí ? Escolhemos um piso rápido ? É possível. Um saibro em uma cidade com altitude e com bola rápida é uma boa opção e uma das que Thomaz melhor joga. Até o saibro coberto seria uma boa opção. Um piso duro não tão veloz seria mais adequado aos nossos jogadores, um piso duro muito veloz (coberto) já tira a possibilidade de uma boa apresentação dos nossos tenistas independente se tira um pouco a capacidade de Nadal, Ferrer e cia.

Sobre os locais do duelo. São Paulo com o Ginásio do Ibirapuera ao meu ver seria uma boa ideia. Cidade grande e um local grande para um confronto que é enorme e que deveria ser para mais de 10 mil pessoas. São José do Rio Preto seria outra, só que precisaria se construir um local com capacidade maior do que foi construída para os últimos confrontos. E lá novamente os jogos ao fim do dia para evitar o excesso de calor para nosso número 1.

Curtinhas:

A Sérvia terá que viajar para a Índia. Viagem bem longa pra quem vem dos Estados Unidos com grande chance de um confronto na grama. Tenho minhas dúvidas se Djokovic irá. Vai somente se Tipsarevic não estiver jogando bem e faltar opção.

A Argentina não terá vida fácil em Israel não. A equipe israelense é mediana, mas experiente, com uma ótima dupla e um jogador acostumado ao circuito e a competição, Dudi Sela, e o time argentino perdeu muito em qualidade sem Juan Del Potro e David Nalbandian.

O Canadá precisa ficar atento ao ascendente time colombiano que agora tem uma dupla de respeito. A equipe deve escolher um piso duro e coberto bem veloz para Milos Raonic que precisa estar no seu melhor para fazer a diferença, mas o resto dos jogos são favoráveis ao time visitante.

Os Estados Unidos tem bom favoritismo contra a Eslováquia. Croácia e Holanda tem tudo para ser bem equilibrado. A Austrália tem favoritismo em casa contra o Uzbequistão. Ucrânia e Bélgica é outro confronto bem duro.

Entre hoje e amanhã sai a equipe brasileira da Fed Cup. Com Bia Maia viajando para duas semanas nos Estados Unidos e ainda sem vitórias em cinco torneios, o time deve ser o mesmo para encarar a Suíça em Catanduva (SP). Teliana Pereira, Paula Gonçalves, Laura Pigossi e Gabriela Cé. A notícia ruim é que Belinda Bencic acabou de fazer uma semi em Charleston em um saibro verde e rápido e passou Teliana no ranking. A menina vem confiante.



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