O migué de Djokovic



As imagens são claras. Djokovic invadiu a quadra de Andy Murray para matar o ponto, foi ansioso, errou e o árbitro não viu, analisou que ele tinha feito o contato com a bola ainda sobre a rede. O sérvio foi à rede, conversou com Murray como avaliando que realmente havia feito algo errado e depois da decisão do juiz explicada ao escocês deu um sorriso amarelo e seguiu o jogo.

É fácil um tenista ser cavalheiro em uma situação de 1/1, 2/2 ou liderando 3/0, 4/0 dando pontos ao adversário que o árbitro toma para você. Agora, como vimos, o cenário muda em um jogo com um rival encardido e numa situação no fim do set com 6/5.

“Vou ser totalmente honesto com vocês. Eu invadi mas não encostei na rede com minha raquete e disse isso ao Andy. Agi mal. Pensei que fosse permitido ultrapassar a rede sem tocá-la. Por isso achei que havia ganhado o ponto,” disse o sérvio em coletiva de imprensa.

A regra é clara. Não se pode invadir a quadra do adversário ao menos que a bola tenha batido na sua antes e pelo efeito voltado a do oponente. Não adianta se desculpar e dizer que não sabia da regra. Djokovic já venceu mais de 500 partidas em 700 oficiais disputadas, ele bem sabe como funciona essa regra que não é nada nova. De fato ele deu um migué. Não foi cavalheiro.

Obviamente que um ponto não define o jogo e o fato não foi um 30/40 ou 40/40. E a derrota de Murray não se deu por aquela situação. Mas ela só mostrou que o momento atual de Murray é instável. Ele vinha bem na partida e perdeu totalmente o controle emocional. Não adianta culpar apenas aquele ponto.

Sobre a derrota de Federer – Perdeu uma boa chance no 2º set. Faltou saque durante todo o jogo. Mas créditos enormes para Kei Nishikori que devolveu muito bem e pressionou o suíço. Está confiante e Djokovic precisa abrir o olho.



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