Duro golpe para Del Potro. Calor que ajuda e atrapalha



Mais um duro golpe na carreira de Juan Martin Del Potro. A história se repetiu. Em sua melhor fase da carreira o punho confessou. Agora foi o esquerdo e não o direito como ocorreu em 2009. Ele passa nesta segunda-feira por uma nova cirurgia e a probabilidade é que fique parado até 2015 e sendo otimista retorno no final desse ano.

Será mais uma prova para o argentino, que digo e repito, só ainda não chegou mais longe – e quando digo isso é conquistar mais Grand Slams e até lutar pelo Nº 1 – por conta de sua fragilidade física perante os demais.

É um duro golpe para o tênis que vive uma fase de transição, com a soma de novas forças florescendo e deixando o circuito mais competitivo. Outro sintoma do calendário extenso e sacrificante para os tenistas que cada vez convivem com problemas físicos.

Del Potro tem 25 anos e até o retorno já terá 26, ainda jovem para poder trilhar o caminho de sucesso como já fez. Terá que remar tudo de novo – recuperação, fisioterapia, retorno aos treinos passo a passo, retorno aos torneios e evolução nos resultados. Não podemos esperar que Delpo retorne como Nadal, vencendo tudo logo de cara. Como em todo histórico de sua carreira, suas evoluções sempre são mais lentas. Mas o seu coração e amor ao esporte dão indícios de que sem dúvida ele vai buscar tal objetivo.

Copa Davis – Falando em lesão, João Souza, o Feijão, retornou aos treinos na semana passada após problemas no músculo oblíquo do abdômen. Só volta a jogar a partir do dia 7 de abril. Mais uma vez não estará apto para jogar a Copa Davis. Sendo assim, o time convocado esta semana deverá ser Thomaz Bellucci, Marcelo Melo, Bruno Soares, Rogério Silva ou Guilherme Clezar para enfrentar o Equador em Guayaquil.

Falando em Copa Davis um comparativo interessante com a Fed Cup que teremos duas semanas depois. As meninas querem o calor, querem fritar as suíças e optaram pela pequena cidade de Catanduva (SP). Elas gostam destas condições. Os meninos, nosso maior tenista, Thomaz Bellucci, não curte essa situação e terá que jogar nos 30º C ao nível do mar em Guayaquil (pelo menos a previsão de temperatura é essa para os próximos dias). Dado o histórico de Bellucci – exacerbado esse ano -, sempre é um risco se jogar uma Copa Davis sem uma terceira opção para simples.

Fim do jejum no Banana Bowl – Muito legal chegar ao fim de jejum de 33 anos do Banana Bowl, mais tradicional torneio juvenil do país com a conquista de Orlando Luz, de apenas 16 anos.

O torneio perdeu um pouco em nível nos últimos anos ao cair de um GA para um G1, mas segue trazendo vários dos melhores do mundo com a possibilidade de abrir portas para os jovens do país.

Que Orlando Luz tenha os pés no chão e siga trabalhando para confirmar o rótulo de promessa após tal conquista. A pressão agora aumenta.

 

 



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