Wawrinka, o divisor de águas no circuito. Murray à deriva ?



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Toda revolução e mudança de tempos não ocorre de uma hora pra outra, mas sim aos poucos, com a evolução dos que inicialmente ficam como coadjuvantes. Mas certos fatos se tornam marcos de que será uma nova tendência está por vir.

 

Há um bom tempo que se sabe que o circuito está mudando. Que aquele domínio de Roger Federer esmoreceu, que Rafael Nadal sim se recuperou, ganhou tudo em 2013, mas que é constantemente desbancado por Novak Djokovic, entre outros.

 

Mas o circuito vem acompanhando no começo deste ano algumas surpresas e quedas de favoritos e o divisor de águas foi o suíço Stanislas Wawrinka, que quando menos se esperava, não titubeou e venceu o Australian Open derrubando os dois líderes do ranking.

 

 

A vitória de Stan foi o principal fato. O sintoma é de que logo após tal conquista, os tenistas em geral entram em quadra menos temerosos quando encaram os gigantes da atualidade. Entram para jogarem o seu melhor, motivados e buscando as deficiências do adversário. Prova disso foram as sucessivas eliminações de favoritos, como a de Rafael Nadal, Andy Murray, entre outros e a imensa dificuldade que Novak Djokovic teve para alcançar a final e conquistar o torneio. Só essa perda de respeito já vem fazendo com que o circuito se torne mais apetitoso neste início de temporada.

 

Agora para Stan o desafio é manter sua boa forma. Ele sempre teve um jogo vistoso, agressivo, com bom saque, mas sempre falhava na hora H contra os principais jogadores. Como o próprio disse em uma entrevista recentemente, a vitória se tornou um vício e com a confiança em alta e o fim do medo contra os gigantes, ele entra como o principal favorito em cada competição que participar.

 

Murray perdido – Sem finais nas competições jogadas na temporada, Andy Murray anunciou seu rompimento com o tcheco Ivan Lendl. Segundo os dois disseram, Lendl queria fazer outras coisas e teria pouco tempo para o britânico. Não se sabe mais detalhes sobre o rompimento, se por exemplo o tcheco encheu o saco do menino que até sua chegada era mimado pela mãe Judy ou se a relação vinha deteriorada nas últimas semanas. Mas o que sinto é que Lendl cumpriu sua missão, levou o pupilo a vencer dois Grand Slams e quando a coisa começou a desandar não teve a paciência para esperar marés melhores e abandonou o barco.

 

O que vejo é um Murray à deriva. À deriva com seu tênis. Sua confiança está em baixa, seu astral também (basta ver seus gestos corporais nas partidas). Seu jogo flui melhor sendo agressivo, mas todos sabem que ele faz força para ser agressivo, uma força mental. E no momento o que se vê é um Murray extremamente passivo, basicamente empurrando a bolinha. E aí ele se torna um tenista comum, do top 20, como vem sendo até aqui.

 

Mas a vida do tenista é assim. Nada como uma mudança ou uma nova semana para mudar. Quem sabe o escocês já carregava um peso em si com Lendl e agora, sem ele, o tire das costas e passe a jogar com menor pressão ? Veremos.



  • Rodrigo Bueno

    sem duvida Fabricio foi um divisor de águas,está extremamente chato acompanhar Tenis esse ano,não se sabe mais se as sextas feiras dos principais torneios o Fab Four vai se matar para ter um campeão de verdade,e o pior de tudo é que os melhores fora os quatro,Tsonga,Berdych,Ferrer e Del Potro não estão querendo ganhar,ou estão lesionados,e outra coisa o Nadal ia varrer o chão com o Wawrinka se não tem aquela lesão nas costas na final do AO,Wawrinka não merecia ser campeão de Slam,Tsonga.Berdych,Ferrer e Del Potro sim.a noite é mais escura antes do amanhecer,o Fab Four vai voltar e não vai ter pra nínguem.

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