Erros e acertos do Rio Open



A primeira edição de um torneio é sempre complicada. Leva alguns dias para se acostumar com um ou outro detalhe logístico para aparar determinados probleminhas que são corriqueiros até a adaptação correta no local. Some aí a grandisidade do torneio, um ATP 500 com Rafael Nadal, David Ferrer e um WTA.

Por enquanto foram quatro dias de evento, com jogos rolando e ainda há mais quase uma semana inteira por vir. Mas já dá para apontar no que o torneio errou e pode acertar e no que só poderá acertar só para outros anos e também os gols que a organização marcou.

O estacionamento é um problema grave. Não há locais nem para o público e tampouco para a imprensa. A recomendação é para que se venha de taxí, metrô na superfície e até de bicicleta. Problema nenhum para os que moram nas redondezas da Lagoa, Leblon, Gávea e Ipanema. Mas e para os que moram mais longe ? Os jogos não terminam às 19h, 20h, quando ainda há opções de transporte público. As partidas terminam no mínimo depois das 22h. Ontem, por exemplo, saindo perto da meia-noite, uma dezena aguardava sentada no ponto de ônibus em um local em frente do Jockey Club e sem policiamento algum, expostos à risco dado que o Rio de Janeiro é bem de longe as maravilha que os governantes pregam na televisão.

Ontem a partida de Rafael Nadal estava cheia, mas não lotada. Já recebi relatos de alguns que não vieram por conta desse problema.

As quadras. Robin Haase desceu a lenha nas quadras do torneio. Muito saibro em determinados lugares, bola com quique irregular. Albert Montañes seguiu o holandês e Rafael Nadal também reclamou. Somente a quadra central é nova, o que se justifica certa demora para adaptação na mesma, mas o restante é da esturura fixa do clube. Que fique de alerta e que se possa melhorar. Imagina só, já tivemos inúmeros problemas com São Paulo no ano passado e agora um torneio inteiro no Rio também com deficiências vai fazer que nossa imagem não fique nada boa no circuito.

Ainda temos a falta de lonas paras as quadras de fundo, atrasando o início de jogos em caso de chuvas como o dia de hoje.

Sobre o público, além da chegada e saída do torneio, a maior reclamação são os banheiros que são químicos. Ao fim do dia a catinga impera e as meninas têm dificuldades para fazer suas necessidades por ali. Dá para colocar uma estrutura melhor para o ano que vem.

Os gols do torneio. A área de lazer é muito boa, muitas lojas, opções de diversão e opções para comida. Não é nada barato se alimentar com um cachorro quente por R$ 8, uma bata chips por R$ 7, um pedaço de pizza por R$ 10, mas pelo menos não se pode dizer que não tem.

O quali com entrada gratuita no final de semana foi muito legal e colocar Rafael Nadal para treinar numa das quadras nos dois dias foi bem interessante. As práticas do espanhol ficaram lotadas e sem nenhum problema. Isso ajuda a fomentar o esporte.

A área de imprensa tem mais pontos positivos do que negativos. O que é interessante é que dividimos algumas áreas comuns com os jogadores. Cruzamos com eles a todo momento, mas não podemos pará-los para entrevistas,é preciso pedir para a organização, ATP ou WTA. Corretíssimo. Tudo funciona adequadamente para a imprensa. O negativo é a distância da quadra central para nossa sala. A questão do ingresso para cada jogo que atrapallhava nosso trabalho foi prontamente corrigida com a distribuição direta para sessões e opções de cada repórter.

Essas são minhas primeiras impressões do Rio Open. Detalhes podem ser melhorados e novas questões podem surgir ao longo da semana para um balanço final. Afinal, o evento apenas está começando e a carga total de público prometida ainda não compareceu. Aguardemos.

Curtinhas:

Teliana fez um ótimo início, bateu uma cabeça e eu diria que tem boas possibilidades de ir longe. Uma pena a derrota de Paula Gonçalves, teve chances e não aproveitou. Fica o aprendizado.

Vejo boas chances para Thomaz Bellucci contra Juan Monaco que não está em uma grande fase. Em contrapartida a quadra está lenta e o dia hoje está úmido, o que deixa as condições ainda mais ao estilo do argentino.



  • Wanda Ribeiro

    Observei mais uma falha. O primeiro tenista a entrar em quadra é o de menor classificação no ranking, e isso não foi feito. Notei um certo embaraço do Nadal ao ser chamado antes do Traver.

  • Márcio dos Santos Bessa

    Presenciei tudo que você expos. Comida cara e só pra enganar, o cachorro quente tava longe de valer R$ 8,00. Estacionei longe e gastei R$ 25,00. Transporte público pra mim seria o trem e depois ônibus imagina isso quase meia noite. A quadra central é bem bonita mas as outras os atletas merecem um pouco mais. A quadra 1 é tão pequena que na terça Fognini quase trombou com os árbitros de linha diversas vezes. Para completar teve o apagão no jogo do Ferrer e do Fognini. Rio open 2015 é um caso a se pensar se vale a pena aventurar.

  • Fred Barros

    Bastavam abrir um aentrada para a Lagoa e o pessoal poderia estacionar com conforto no Lagoon e no outro estacionamento da Lagoa, junto ao heliporto

    São centenas de vagas.
    O que não dá é fazer o pessoal caminhar em direção ao Miguel Couto e depois voltar.

    Na saída do evento os trenzinhos que levavam as pessoas não estavam funcionando mais (outra falha).

  • Para mim o maior mico foi a venda de ingressos. Não se tinha ingresso um dia depois do lançamento no site e as quadras estavam vazias. O problema é que estamos no Brasil e não sabemos fazer nada direito. Entrem agora no site do sonyericcsonmiami e comprem lugares onde quiserem.

  • Alexandre

    Estacionamento em Miami é longe e absurdamente caro . Transporte público nem pensar naquele local e qualquer bebida ou sanduíche é só para matar a fome e nada barato !
    US OPEN existe transporte público , porém anda 1 Km na ida e mais outro na volta e tudo caro …. na quadra central existe várias lugares que é melhor assistir o jogo pelo telão ….
    Fui ao RIO OPEN por 4 dias e foi melhor que esses dois eventos citados …. sou morador da zona norte do RIO !!!

    Alexandre

  • Joseph santana

    Venho aqui mostrar minha indignaçao quanto a este torneio, tentei comprar um ingresso para os dias de sexta, sábado ou domingo, mas infelizmente nao consegui, além de ser muito caro, estava acima dos R$; 1000,00 para um atp 500. Estranho que vendo os jogos pela TV nestes dias a quadra estava completamente vazia, com exceçao dos jogos do Nadal, mas mesmo assim ainda tinha vagas.
    Creio que é por isso que o nosso tenis nao cresce no Brasil, é mais fácil ver jogos em outro país do que no Brasil.

    vamos tentar melhorar para os próximos anos.

MaisRecentes

Laver Cup faz história e dá um tapa na cara da Davis. E Bia Maia muda seu patamar no circuito



Continue Lendo

Nadal no Olimpo



Continue Lendo

O enorme coração de Del Potro



Continue Lendo