Mexeram com o ego do Federer. É preciso mudar a regra



Compartilho com a opinião de Paulo Cleto quando li em sua coluna que o ego de Roger Federer foi mexido após Stanislas Wawrinka vencer o Australian Open e viajar horas e horas, pegar um brutal fuso-horário, além do cansaço extremo para defender seu país na Copa Davis. Pela primeira vez em mais de uma década ele foi colocado de lado e não queria ficar mal na história, mudou de ideia, defendeu seu país e ajudou o time a conquistar a provável vitória.
O confronto diante da Sérvia desmantelada era tão favorável que eles foram capazes que poupar seus dois melhores e a dupla coadjuvante vencer os sérvios. Mesmo assim a Suíça tem um time forte, capaz de ganhar a competição e Federer, empurrado pela Febre Wawrinka, parece ter criado um sentimento de que esse ano finalmente vai se dedicar a vencer uma das únicas competições que não conquistou. Nesta segunda-feira confirmou sua participação contra o Cazaquistão em casa. Um confronto que parece um pouco mais difícil contra a Sérvia, mas com um favoritismo notório para sua equipe. Vai ser bem interessante ver essa luta de Federer esse ano. Isso se ele mantiver a postura. Tomara que sim.
A surpresa da primeira rodada foi a vitória da Grã-Bretanha nos Estados Unidos. A saída de John Isner facilitou e deixou aberto para que o confronto se deicidisse noquinto jogo, mas James Ward venceu Sam Querrey em um jogo chave no primeiro dia e Andy Murray fez bem o seu papel.
Cada vez mais tenho a sensação que Fabio Fognini chegou ao estágio de vencer os duelos onde tem um leve ou grande favoritismo, mas que na hora de provar seu talento contra os melhores, sua cabeça fraqueja antes de entrar em quadra. Ele vive um processo de amadurecimento, algo que tenistas como Wawrinka, Berdych, entre outros passaram, mas ainda precisa dar um passo a mais. Foi fundamental na vitória da Itália que fará um duelo bem interessante contra os britânicos.
A atual bicampeã Rep. Tcheca não deve contar com Tomas Berdych fora de casa contra o Japão e é bem ameaçada a ser eliminada já que Radek Stepanek a cada mês vem caindo de produção nas simples.
A Copa Davis e o calendário brutal deixa a cargo dos tops escolherem o ano que podem ou não se dedicar a ela. Djokovic se dedicou imensamente em duas temporadas sendo campeão em uma e vice na outra, Nadal fez o mesmo em algumas e ultimamente está mais fora do que dentro por motivos óbvios. Berdych, que ajudou em dois títulos, agora vive seu momento de descanso. E Del Potro, além do calendário, ainda tem um litígio com o staff da federação argentina e o capitão. Pelo menos esse ano parece ser o da dedicação de Federer e Murray. Veremos.
O Brasil pega o Equador na final do zonal, fora de casa. Diria que se os equatorianos escolherem o saibro e a altitude, seria uma péssima ideia para eles. O piso rápido ao nível do mar é um pouco mais problemático para nossos jogadores. Mas o nível atual dos equatorianos ainda é bem abaixo dos nossos. O duelo ocorre em abril.
E olhem esta situação. Ninguém dos três tenistas da Alemanha quis jogar o quinto e decisivo jogo contra a Espanha – todos alegando lesões – e o capitão Castern Arriens, quando comunicou sobre a desistência, levou uma sonora vaia do público.
O atleta com o confronto definido e com outros torneios a jogar, quer poupar seu físico além de estar de ressaca pelo duelo finalizado. Seria uma questão de abolir os confrontos amistosos ?
Uma nova regra instaurada há pouco tempo impede que o quinto jogo seja realizado se o duelo for definido no quarto e em quatro sets. Eu iria além, cortaria o quinto se algum time fizer 3 a 1 no quarto jogo independente do número de sets na partida do domingo.
No caso alemão, o duelo já havia sido definido no sábado. Tirar os dois jogos do domingo também é um desrespeito ao público que pagou o ingresso. É questão de reavaliar a fórmula da Copa Davis.



  • Maurício Luís

    Bom, claro que não tenho bola de cristal pra saber se Federer vai conseguir ser campeão da Davis. Porém o que eu sei é que todos os grandes campeões têm ou tiveram as suas frustrações.
    Nadal ainda não venceu o ATP Finals. Connors e McKenroe não venceram em Roland Garros. Rod Laver nunca levou o WCT. Ivan Lendl fracassou em Wimbledon. E por aí vai.
    A vida é assim: nada é 100%, ninguém é totalmente feliz, mesmo porque o ser humano é insaciável.

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