Bem-vindo ao clube, Wawrinka! E o guerreiro Nadal



Sangue novo no pedaço. Stanistas Wawrinka, quem diria, é um novo campeão de Grand Slam. Quem diria não é caros amigos ? Logo um dos tenistas mais contestados pelo seu lado mental historicamente com problemas. Ou alguém ousou dizer no início ou no meio ou tampouco antes da final que Stan se tornaria o vencedor do Australian Open ? Acho que nem o mais fervoroso torcedor do suíço.

Era esperado que Wawrinka tremesse e não jogasse o seu melhor nesta final, mas ele foi lá, jogou como fez o torneio todo, foi pras bolas, neutralizou Nadal e venceu, foi o justo e campeão muito merecido.

Para quem acordou um pouco mais tarde e passou a acompanhar apenas a partir do segundo set, pode ter ficado a impressão que o suíço ganhou porque Nadal não estava bem. Total engano. Wawrinka dominava o espanhol quando ele estava bem.

Sim, ganhar seu primeiro Slam não é fácil. Requer doses de emoção e nervosismo e foi nítido que o suíço falhou mentalmente no terceiro set e por pouco não se complicou mais. A imagem dele socando a cabeça após quebrar em 5/3 para servir pro jogo falava por si só. Mas ele foi lá e confirmou.

É saudável para o tênis um novo campeão se metendo lá em cima para brigar com os cachorrões do circuito. E Wawrinka ganha agora um respeito muito maior dos principais nomes do circuito. De coadjuvante, passa a ser protagonista.

Pela primeira vez desde Del Potro no US Open em 2009 que um dos tenistas fora do top 4 não faturava um Slam. E agora os Top 4 do circuito serão Nadal, Djokovic, Wawrinka e Del Potro. Murray será o sexto e Federer o oitavo.

Pela primeira vez desde Sergi Bruguera em Roland Garros 1993 que um campeão de Slam não ganhava do número 1 e 2 do mundo.

Temos que louvar a atitude de Nadal. Muito contestado nas redes sociais até por catimba quando pediu o atendimento, era notório que tinha um problema assim que retornou para a quadra. Que não conseguia sacar com força, que não se mexia como antes. Mas mesmo assim lutou muito, não se entregou e buscou soluções. Buscou um jogo de mais risco, agressivo desde a segunda bola e colocar uma formiguinha na cabeça do rival e conseguiu por um tempo. Levou um set e complicou no quarto. Foi acima do limite que todos esperavam. Foi um exemplo. Se fosse um jogo de semifinal, quartas ou qualqer outro tipo de torneio, com certeza teria desistido.

Resta saber a gravidade desse novo problema do Nadal. Se é apenas uma contratura ou algo mais grave. Pelo menos por hoje os organizadores do ATP de Buenos Aires e do Rio Open devem se preocupado. Afinal, toda a publicidade e atração de torcedores e patrocinadores etc. foram em cima dele. Aguardemos que seja algo simples.



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