A eterna freguesia e o fenômeno Nadal



Nadal é um fenômeno a ser estudado com muito carinho. Fenômeno de superação em todos os aspectos. Em primeiro lugar, o quanto evoluiu em termos de tênis agressivo e saque nos últimos anos para poder vencer Wimbledon e conquistar títulos no piso rápido. Em segundo lugar em como destronar e tornar freguês o que é considerado por muito o melhor de todos os tempos.Em seguida por voltar de sete meses parado e ter a temporada que teve ano passado. E agora em como conseguir obter soluções para vencer jogos e logo após jogar seu melhor tênis sofrendo com tamanha ferida provocada por bolha na mão. Se fosse qualquer outro, duvidaria que tivesse tamanha força interior para suportar tal problema. Em suma, Nadal é um animal. É um monstro.

A cada jogo contra Rafael Nadal contesto ainda mais o rótulo de melhor de todos os tempos para Roger Federer. Como pode alguém ser considerado o melhor de todos se perde de lavada (hoje 23 a 10) para seu principal rival ? Como pode alguém ser considerado o melhor de todos se não consegue ganhar do maior rival no piso preferido dele (sin Federer já o venceu no saibro, mas em Roland Garros ainda não) ?

Na minha opinião, não há e nunca haverá O MELHOR de todos, mas sim os maiores e aí sim Federer entra no pacote com Nadal, Rod Laver, Pete Sampras, Jimmy Connors, John McEnroe, Bjorn Borg, entre outros.

Os números cada vez ficam mais latentes a favor do espanhol que venceu a quinta seguida diante do suíço, a nona em onze encontros de Grand Slam – Federer não o derrota em Majors desde Wimbledon 2007. Nem mesmo as exibições incríveis no Australian Open varrendo Tsonga e vencendo bem o britânico Andy Murray puderam dar aquela confiança para Federer.

O suíço lutou, mas outra vez foi dominado pelo espanhol. Não perdeu por um placar mais dilatado pois sacou muito bem sobretudo no primeiro set. O número de break-points convertidos no jogo todo falam por si só – uma de duas chances.

Se Nadal já tinha o número para vencer Federer no início da carreira, torna hoje em da essa diferença mais gritante com sua notável melhora no piso rápido e jogo mais agressivo. O caminho para Federer é rezar para que o espanhol não esteja em seu melhor dia. E isso ficou longe de acontecer hoje.

De alento para os torcedores do suíço servem as boas atuações no torneio, mostrando que está ímpeto de voltar a vencer no circuito. Mas ainda há uma enorme barreira para que ele tenha grandes conquistas. Ela se chama Rafael Nadal.

Sobre a final. Nadal tem 12 a 0 e uma vasta experiência em finais de Grand Slam. Wawrinka vem sacando e jogando um tênis de primeira qualidade, muito agressivo. Terá que superar um provável nervosismo de uma decisão inédita de Major e evitar ficar atrás no marcador. Caso não consiga, a tendência é que toma um 3 sets a 0. Meu favorito ao título é Nadal.
Curtinhas:

Mudanças significativas no ranking para segunda-feira. Thomaz Bellucci será o 1 do Brasil com a derrota de Feijão em Bucaramanga. Diferença será de seis pontinhos.

No topo, Wawrinka passará Federer pela primeira vez. Roger deixa o número 1 da Suíça desde dezembro de 2000. Sendo campeão, Wawrinka se tornará o número três do mundo. Caso contrário, Delpo ficará no lugar. Andy Murray deixará o top 5.



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