A chance de Federer



O post de hoje será curto. Afinal será redundante dizer falar das táticas de Federer x Nadal, algo que já comentei umas 30 vezes, e dizer também que Federer voltou a jogar aquele tênis dos bons tempos. Só reafirmar que está dando gosto de ver o suíço em ação jogando em um nível altíssimo e usando muito bem as subidas à rede, escolhendo ir na hora certa, e com uma movimentação, jogo de pernas, e confiança como há muito não se via.

Desde o fim de 2012 que Federer não batia um top 4. É significativo para ele e mais ainda o fato de ter vencido da forma que foi com os altos e baixos de emoções no terceiro e quarto sets um jogador como Andy Murray que trabalha mais o ponto, que exige mais nas trocas e no físico do que Tsonga por exemplo.

Na próxima sexta Federer tem uma grande chance de colocar um fim em qualquer tipo de dúvida que ainda possa surgir sobre o seu retorno. Chega novamente como um underdog (zebra) dessa vez contra seu maior rival – Rafael Nadal. Além da confiança, o bom momento e o fator de jogar sem pressão, terá um rival que evoluiu muito no saque no piso duro, mas que vem servindo abaixo do que pode por conta da bolha na mão e consequentemente afetando seu jogo como um todo.

Se fosse colocar um favorito é claro que seria Nadal pelo retrospecto total, recente e até em Slams (Federer não o vence em Majors desde Wimbledon 2007!), mas clássico é um clássico e Federer está na ponta dos cascos novamente.

Do jeito que esse Australian Open está, com várias mudanças de curso, não seria nada surpreendente uma vitória de Roger. É bom que ele acredite e muito. Temos tudo para ter uma batalha daquelas, diga do clássico.



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