Wawrinka ÉPICO



Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Stanislas Wawrinka tentou, tentou, martelou, martelou, perdeu 14 seguidas, duas em batalhas de cinco sets muito doloridas. Jogava como nunca e perdia como sempre.

Até chegou a tatuar em seu braço: “Sempre tentei, sempre falhei. Não importa. Tentarei de novo.Falharei de novo e falharei melhor”. Wawrinka, hoje você lutou como sempre, jogou um grande tênis e não falhou. Venceu. Entrou para a história. Virou gente grande, virou uma página importante para si e para o tênis. Em um termo até um tanto inconveniente para se dizer, mas apropriado para a ocasião: virou macho. Finalmente deixou a sombra de Federer e virou protagonista. Pelo menos por um instante.

No tênis a ordem natural das coisas é o tenista ir evoluindo de nível, subindo de torneio a torneio, evolundo no ranking sem dar um passo tão maior que a perna e pouco a pouco passar por algumas barreiras que ficam muito mais no mental do que em quaquer outra coisa como atingir sua vitória sobre um top 10, depois bater um top 5, ganhar um torneio importante, ir bem em um Grand Slam. Com Wawrinka foi assim. Custou um pouco mais do que o esperado, até por conta do nível atingido pelo Bir 4 e o momento incrível que vivem Djokovic e Nadal. Mas ele conseguiu a vitória.

Na partida de hoje foi incrível, em primeiro lugar, a reação do suíço ao perder o primeiro set quando se dava pinta que Djokovic venceria fácil. Stan sacou como um cavalo, fechou a porta do sérvio em diversos 0/30 e momentos importantes, jogou com bolas pesadas e profundas, encurralou e não deixou o sérvio impôr seu estilo por cerca de dois sets. Djoko subiu de nível a partir da quarta parcial, passou a defender como um leão, minimizou os erros e a partir daí o duelo ficou espetacular e tenso, muito tenso. Stan perdeu o saque no quinto e não esmoreceu, foi buscar e teve a recompensa. Vitória merecida.

A vitória sobre Djokovic dá uma confiança danada e Stan não terá nenhum outro Big 4 na semi e sim Tomas Berdych, mas é bom que lembremos, em primeiro lugar, muitos jogadores tendem a não conter a euforia e emoções do jogo anterior e acabam perdendo logo em seguida de uma baita vitória. E em segundo lugar, semifinal é um jogo que vai levá-lo para a final de um Slam pela primeira vez. É uma barreira.

Curtinhas:

Para se ter noção do feito de Wawrinka, ele acabou com uma sequência de 14 semis seguidas de Nole em Slams. Acabou com 28 vitórias seguidas do sérvio no circuito, acabou com série de 25 vitórias seguidas de Nole no Australian Open. Tá bom ou quer mais ?

Ferrer já não vinha jogando muito bem e teve seu fim decreto só tarde na Austrália pois pegou uma chave não tão difícil. Ele se disse cansado na coletiva de imprensa. Por que jogou dois torneios antes da Austrália então ?

E surge uma nova estrela no feminino. Para os meninos é de encher os olhos. Eugenie Bouchard. Encher os olhos pela beleza do seu tênis agressivo, vistoso e moderno e também por sua beleza. Bouchard mostra também uma confiança enorme em suas declarações fora das quadras. Isso é muito bom sob um ponto de vista pra ela, mas pode passar um tanto de soberba.

Ao fim da vitória sobre Ana Ivanovic, ao dizer que sairia uma noite com Justin Bieber, Bouchard levou discretas vaias do público australiano. Justo. Ninguém é perfeito, não é ?



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