Aquele Federer. Aquela Ivanovic



Muita gente acredita que não vale nada jogar e ir bem em um torneio inferior na semana anterior, mas estamos vendo que Brisbane e Auckland fizeram MUITO BEM para Federer e Aninha.

Uma volta aos bons tempos. Pelo menos até então. Roger Federer e Ana Ivanovic voltando a jogar o tênis que encantou a todos e carimbando suas respectivas vagas nas quartas de final do Australian Open.

O suíço teve uma atuação primorosa na manhã desta segunda-feira. Rápido de pernas, se mexendo muito bem, confiante nos golpes de fundo, inclusive na sua esquerda, sacando bem, dando raras chances ao adversário, variando o jogo, indo pra rede. E tudo diante de Jo-Wilfried Tsona, top 10 que o havia eliminado facilmente em Roland Garros.

Deu gosto de ver Federer atuar e é um sinal de que ainda há muito a busca e conquistar no esporte após o fraco ano de 2013.

É bom criar ressalvas. Como eu disse no post anterior, para Federer seria crucial sair na frente no marcador e ele o fez. Roger costuma jogar bem melhor e mais confiante com a liderança, ainda mais contra seus principais rivais. E assim conseguiu.

Seu próximo rival é Andy Murray, mais uma grande oportunidade de mostrar que está de volta. E sinto Federer, além de confiante, com um pouco de descompromisso, com o sentimento de nada ou pouco a perder. E assim dele fica mais perigoso e com chances de protagonizar exibições como as de hoje. Diante do escoês é um jogo que tende a ser mais físico e exigente para o suíço. Murray vai martelar, tentar forçar mais o erro do suíço em comparação ao que Jo Tsonga fez. Mais uma vez o suíço terá um teste.

A chave feminina foi recheada de surpresas nos últimos dois dias. Bem, de zebra a derrota Maria Sharapova não teve nada. Ela já vinha pedindo para ser eliminada desde o começo, mas com seu histórico, sempre se espera o melhor tênis da metade pro fim do torneio.

Serena Williams sucumbiu ao excelente nível de Ana Ivanovic. Uma tática que deu certo. Partir pro risco antes da agressiva adversária e balançá-la em quadra. Aninha não recuou um momento sequer, destruiu o segundo serviço da rival com devoluções pesadas, várias com winners e não falhou na hora de fechar. Serena se mostrava com alguns problemas na movimentação ? Sim. Desde o início seu semblante era fechado e ela não ia ou chegava adequadamente em umas bolas. Mas com certeza se fosse contra uma outra rival, Serena iria escapar.

Ana Ivanovic não ganhou sua fama só por sua beleza como foi e é o caso de algumas jogadoras. Seu estilo de jogo é vistoso e agradável. Tênis moderno, pra cima, acuando a rival e indo pros winners. Nos últimos quatro, cinco anos alguns problemas físicos e emocionais fizeram com que a confiança fosse perdida.

Das oito que restaram na chave, destaco Aninha com uma grande possibilidade de levantar o caneco. A sérvia está muito confiante e com pouco a perder no torneio. Agora a pressão fica maior nas costas principalmente da bielorussa Azarenka, atual defensora do título. Na Li corre sorrateiramente por fora, mas com boas chances.

Curtinhas:

É ridículo um treinador lançar no twitter logo após sua tenista perder que ela não esteve bem, estava jogando lesionada como justificando a derrota e minimizando o crédito da adversária. Mouratoglou é também namorado de Serena. Talvez esteja aí a justificativa. O lado emocional.

Gostei da imprensa que pressionou Serena na coletiva de imprensa tanto sobre o problema físico que ela pouco quis comentar bem como as seguidas e estranhas lesões que vem tendo na Austrália nos últimos anos.

Serena é aquela jogadora que só vai dar entrevista coletiva porque é obrigada, está no contrato, caso contrário leva multa. Ela não gosta de conversar com os jornalistas, é evasiva, sonsa em várias respostas e responde B ou C pra uma pergunta A de colegas da imprensa. É um dos motivos pelo qual eu acredito não ter tanto carisma no circuito e claro, não cair no gosto dos jornalistas de seu país.

Não posso esquecer de comentar sobre Nadal. Tomou um bom sufoco de Kei Nishikori vencendo em três sets apertados. O japonês jogou com propriedade, mas Nadal foi Nadal na hora que precisava. Terá um desafio eu diria ENORME contra Grigor Dimitrov que sempre o complica. Nessa quadra bem rápida da Austrália, a chance do búlgaro aumenta. Nadal precisa abrir o olho.



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