O ‘Grupo’ da Morte



Em um sistema com 32 cabeças de chave e tudo enxugadinho dando , digamos, privilégios aos melhores, fica difícil imaginar uma chave difícil. Até mesmo com um Federer um pouco mais solto, fora do top 4 não era garantia de um cenário tão duro como estamos vendo nessa chave do Aberto da Austrália. Mas aconteceu. Temos uma chave da morte.

Confesso que gostei. Ficou desequilibrado sim. Um dia tende a ser bem mais interessante do que o outro (note a expressão tende ok ? Surpresas sempre acontecem). Mas por um lado é muito bom visto a atração pela possibilidade de grandes jogos e aquela incerteza e dúvida de que os tenistas temidos possam atingir as finais.

Nessa parte de cima, difícil dizer quem se deu pior. Nadal estreia com Tomic. O australiano gosta muito de jogar em casa, se motiva e gosta de variar bastante. O espanhol tem ainda um Gael Monfils para a terceira rodada, Kei Nishikori ou Lleyton Hewitt nas oitavas e Juan Del Potro nas quartas. Murray tem nas oitavas John Isner e nas quartas Federer. O suíço tem Jo Tsonga nas oitavas, Murray nas quartas e todo mundo pode se enfrentar na semi.

Resta saber quem vai sobreviver dessa turma. Vai ser bem legal esse Grand Slam.

Enquanto isso, quem agradece é Novak Djokovic que tem um caminho mais aberto para uma final, ainda mais com fregueses como Ferrer e Berdych como os mais perigosos. Aliás, a possibilidade de Berdych alcançar uma semi dada também as atuações um pouco abaixo do esperado de Ferrer, é grande.

No feminino, nossa brasileira Teliana Pereira enfrenta a russa Anastasia Pavlyuchekova. É uma jogadora talentosa, que bate forte na bola, mas não vem com muito rutmo de jogo nesse começo de ano, o que é uma boa notícia. Outra boa nova é que Teliana, pegando uma rival favorita contra ela, pode jogar mais solta e quitar aquela pressão de ser a primeira brasileira em uma chave de um Slam após 20 anos. A brasileira tem tudo para fazer uma boa exibição. E se passar, tem uma boa chave para ir à terceira rodada.

Sharapova provavelmente deu graças aos céus por não cair no mesmo lado de Serena. Suas chances de final aumentam um pouquinho, mas é preciso passar provavelmente sobre Azarenka que sempre vai bem em Melbourne.

Curtinhas:

É Brasil na dupla! Bruno Soares enfrenta Marcelo Melo na final de Auckland. Bruninho já vem de final em Doha onde só não encarou Melo pois estavam no mesmo lado da chave e cruzaram na semi. Começamos muito bem o ano na categoria.

E parabéns ao Fox Sports por mostrar a semi ao vivo. Falando nisso, o torneio dá grande ênfase pra dupla com quadra lotada, televisão e entrevistas pré e pós-jogo com os tenistas. Dupla não pode ser desprezada.



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