O incrível Hewitt. Elas por elas para Federer. Feijão, o número 1



Em primeiro lugar precisamos louvar a conquista de Lleyton Hewitt. Na minha cartinha ao Papai Noel dos pedidos para 2014 está a ponderação sobre a aposentadoria dele para o fim deste ano e certamente esta semana ele provou que posso estar MUITO errado. Derrotar Roger Federer em uma final já fala por si só e ainda mais numa campanha onde superou outro top 20, Kei Nishikori na rodada anterior. É sempre bom ver um cara como o Hewitt voltar a jogar bem e ser destaque no circuito.

Sobre Federer não posso comentar muito sobre uma final que não assisti. Sim, não sou uma máquina e o trabalho de adaptação para a Austrália está só começando. Mas me informei bastante sobre os 22 erros não-forçados no primeiro set e a perda dos sete break-points no terceiro, a irregularidade e perda de chances que tenho batido na tecla com frequência.

Assisti a outras partidas do suíço na semana e no fim das contas o saldo é, ao meu ver, um pouco mais positivo do que negativo. Federer chega com ritmo no 1º Grand Slam do ano e aparentemente sem dores nas costas. Mas por outro não é pra se comemorar e criar tanta expectativa como o suíço tenta passar aos seus fãs. Em quatro jogos na semana ele não teve uma vitória tão expressiva, bateu caras que deveria ter batido e não venceu sua maior dificuldade. Saiu elas por elas.

A semana foi muito boa para Rafael Nadal. Faturou o título de Doha batendo alguns tenistas de calibre como Ernests Gulbis e Gael Monfils. Seria excelente se conquistasse o título atuando com maior consistência e derrotando outros bons nomes que decepcionaram e não cruzaram seu caminho tais como David Ferrer, Andy Murray e Tomas Berdych.

O espanhol nunca havia vencido um torneio de abertura na temporada e chega com o troféu na bagagem. Ao mesmo tempo que dá a confiança para o Australian Open, coloca responsabilidade em seus ombros para tentar o feito em poder de Rod Laver, ganhar ao menos duas vezes todos os Slams.

No feminino tudo na mesma. Serena dominando suas rivais Victoria Azarenka e Maria Sharapova e se credenciando para vencer em Melbourne caso não seja zicada como foi em 2013. Teliana Pereira decepcionou nos qualies pela Austrália perdendo para uma menina de 16 anos número 1068 do mundo em Hobart neste último final de semana. Ainda acredito que a brasileira precisa evoluir bastante no piso rápido e quanto mais jogar no mesmo, maiores as possibilidades.

João Souza, o Feijão, foi a grata surpresa da semana. Salvou quatro match-points contra o modesto Daniel Kosakowski na primeira rodada para conquistar o título batendo um top 100 e um tenista que há poucas semanas estava no grupo. Vai pular cerca de 24 posições na ATP e ser o novo número 1 do país. Uma pena que a proximidade impeça que jogue o quali do Aberto da Austrália. Chegaria lá na terça à noite para jogar na quarta com 13h de fuso, mais de um dia de voo e exaustão.

Feijão, que venceu pela primeira vez no piso duro e terceira no Brasil, precisa manter a consistência em quadra e nos resultados para dar aquele salto que todos esperam. 2014 pode ser o seu ano.

Curtinhas:

No quali de Melbourne teremos por enquanto somente Thomaz Bellucci e André Ghem. Muito poucos, uma pena.

Torço muito para que o Aberto de SP não acabe no proximo ano ou nos próximos. A competição é muito legal e disputada em um ótimo cenário, o Parque Villa-Lobos, mas a cada ano o torneio perde em estrutura. Este ano, o torneio perdeu R$ 1,3 milhão da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado de SP e a quadra central foi mudada para uma estrutura que era de 5, 6 mil pessoas para menos de 1 mil.



  • Pedro Albuquerque

    Olá Fabrizio. Eu acompanhei o jogo de ontem do federer contra o Herwitt. Realmente o Federer cometeu muitos erros no 1o set. E o problema não fo apenas a quantidade de erros nõa forçados. E sim, na minha opnião, como foram os erros não forçados: por exemplo, algumas bolas fora dele foram inclusive fora do corredor de duplas! Ele melhorou no 2o set (set que ele ganhou), mas de qualquer forma, não dava para ele ganhar mesmo, ainda mais porque o Hewitt estava excelente nas devoluções de saque e cometeu piuquíssimos erros na partida. Sobre o Australian Open, acho que o Federer não ganha mesmo. Claro que ele não vai ser eliminado logo nas primeiras rodadas, mas não tem como ele levantar o caneco (pelo menos não se ele jogar como jogou ontem). A disputa da taça deve ficar mesmo entre Murray, Djokovic e Nadal. Assisiti tambem a final do Aberto de SP: achei o jogo muito legal. O colombiano Gonzalez joga bem, já o vi jogar em outros torneios Challenger, mas o Feijão tem um saque e um forehand muito pesados. Adicione-se a isso a alta temperatura que estava em SP ontem (aliás, na semana toda), o colombiano não aguentou a pressão. tambem fiquei feliz pelo Feijão, acho que ele é um tenista que se esforça bastante para melhorar. Tomara que ele consiga…uma coincidência: também comecei a acompanhar o tênis com a campanha do Meligeni nas Olimpíadas de Atlanta. Legal! Um abraço, Pedro.

  • maciel

    Federer viajão e errático como mostrou o primeiro set não tem chance contra o top 4…e tenho dito!

  • Inácio de Freitas

    “I’m sorry, Roger”.
    Fosse Roger Federer meu amigo, eu não escreveria este texto. Penso que o deixaria triste… Como ele não o é, vamos ao que tenho a dizer, torcedor que sou, “de carteirinha”, do gênio de Basel.
    Sofri assistindo a duas finais importantes, na vida do suíço, nestes últimos meses – em que muita gente já começa a aconselhar que ele se aposente… –, quais tenham sido: a do ATP 250 de Basel (em 2013) e a do ATP 250 de Brisbane (2014). Em ambas, “o herói morreu no final”. Na primeira, na casa de Federer, o argentino Juan Martin Del Potro o venceu por dois sets a um; na segunda, na casa de Lleyton Hewitt, este australiano o derrotou pelo mesmo placar de sets (6-1, 4-6, 6-3).
    O que guardei das duas duras derrotas, principalmente, foi a frase que ambos os tenistas disseram a Federer, junto à rede, no instante do cumprimento final dos atletas: “I’m sorry, Roger”.
    “I’m sorry” é duro de oubir… Parece a música da Tracy Chapman: “’Sorry’ it’s all that you can’t say”.
    E por que lamentaram, os dois vencedores? Por que diriam que lamentam derrotar aquele que muitos dizem ser o maior de todos os tempos (coisa, aliás, que só seria possível apontar, no esporte, se todos os maiores ídolos fossem elfos imorais de J. R. R. Tolkien e jogassem os antigos contra os mais novos, nos mais diferentes pisos, todos podendo usufruir dos avanços técnicos e científicos da modernidade, além de terem de lidar com as pressões e exigências mediáticas etc.)? Por que lamentariam?…
    Del Potro lamentou vencer Federer, em sua casa, seu quintal, diante de sua torcida, seus pais, sua esposa, suas filhas… Hewitt lamentou vencer Federer porque viu o quanto o suíço precisava da vitória, domingo passado. Sabia o quanto era importante para Roger chegar ao Australian Open com um “canequinho” sob o braço e sabia a quantas anda a auto-estima do gênio.
    Mesmo os grandes lamentam bater seus ídolos ou seus espelhos. Só alguns poucos o fazem com espírito de raiva ou inimizade. Os bons, estes lamentam.
    A ambiguidade da relação entre “adversário” e “espelho” é que dá o tom das declarações – sinceras, no mais das vezes – como as do argentino e do australiano. Num pequeno exemplo: semana passada, Victoria Azarenka confessou que “Serena me torna uma tenista melhor”. Num exemplo maior, Nadal lamentou vencer Federer naquele distante Australian Open em que o suíço (então lutando demais para alcançar os 14 majors de Pete Sampras) desabou em lágrimas, após a derrota (“God, is killing me!”).
    A mim um dos maiores exemplos do “i’m sorry” foi a vinda de Alain Prost ao Brasil, para ajudar a conduzir o caixão de Ayrton Senna…

  • Cleber

    Basel é 500.

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