Federer – Edberg. Motivação e a consistência no ataque



Esse fim de ano está bem agitado no mundo do tênis. Os jogadores desendaram a formar parcerias com nomes que fizeram sucesso na década de 80 e 90 e muitos deles com pouquíssima experiência como treinador. Depois da boa química entre Andy Murray e Ivan Lendl e de Magnus Norman com Stanislas Wawrinka, veio Nicolas Almagro que está com Juan Carlos Ferrero e agora em semanas, Novak Djokovic com Boris Becker e Roger Federer com Stefan Edberg.

A parceria de Federer com Edberg a princípio será de dez semanas no ano começando com o Australian Open. Nos demais ele continua com o suíço Severin Luthi.

O que pretende o suíço com o sueco ?

Em primeiro lugar um nome que respeite muito. Não que Federer não respeitasse Paul Annacone, mas Edberg é o ídolo da infância de Roger e assim como ele teve um enorme sucesso coquistando seis Grand Slams. A forma de jogo de Edberg o fez Roger se inspirar nele.

O estilo do sueco era no saque-e-voleio. Como já dito pelo suíço, ele não vai se tornar um tenista assim e nessa época com quadras mais lentas e o jogo mais físico, seria praticamente um tiro no pé. Mas sem dúvida algum ajuste pra usar um pouco mais essa tática pode vir. A ideia é fazer o que Federer não conseguiu em 2013, um jogo de ataque com consistência, a agressividade com responsabilidade.

Outra notícia é que Federer já começa em Brisbane, a partir de domingo, com sua nova raquete, um protótipo da Wilson semelhante ao testado em julho nos torneios no saibro. Roger não comentou sobre as diferenças daquele para este modelo, mas como disse em entrevistas testou bastante o modelo nas últimas semanas na pré-temporada, em Dubai.

Depois de um 2013 apagado e que começou errado por conta da preparação ruim após muitas exibições, a lesão nas costas e queda de confiança, 2014 começa com tudo novo e só essas mudanças mostram que Federer está com fome, está querendo se reerguer, quer voltar a ser aquele Federer. Pode não voltar a dominar o circuito como fazia e até voltar ao topo, mas sem dúvida pode beliscar grandes resultados e um Slam.

Curtinhas:

O Aberto de SP, no Parque Villa Lobos, que começa com o quali neste sábado, teve uma grande baixa hoje com a lesão de Rogerinho no joelho. Ele era o atual vice-campeão e perderá 75 pontos caindo bastante no ranking. Só volta em fevereiro. O torneio porém terá Horacio Zeballos, João Feijão Souza e Guilherme Clezar.

Continuando no torneio, o Governo do Estado de SP cotou R$ 1,2 milhão de verba da Lei do Incentivo ao Esporte e este ano o evento será jogado sem aquela enorme quadra central para até 5, 6 mil pessoas. Terá uma quadra central menor com estrutura menor montada nas quadras de fundo.



  • Antonildo S Costa

    Espero que o sueco, ídolo de infância e agora seu novo treinador, consiga colaborar bastante com Roger, e que o suíço volte a ser o grande campeão que sempre foi. Enquanto ao Rogerinho, espero que volte o mais rápido possível ao circuito, e torcer para os brasileiros Feijão e Clezar fazerem em bom torneio

  • Mário Fagundes

    Previsões, achismos, adivinhações… Neste momento da carreira de Federer, caminhando para os 33 anos, com mudança de raquete, melhor preparação de pré-temporada, contratação de um novo técnico, anúncio de gravidez da esposa e diante de tanta desconfiança de grande parte da mídia e de seus fãs… Dinheiro, fama e reconhecimento, tudo isso Federer já tem de sobra até a próxima encarnação. Se ele fez uma preparação bem mais elaborada para 2014, se está com as costas “em dia”, se pretende disputar por completo o calendário do circuito e não defende tantos pontos (o que lhe permite jogar sem tanta pressão), não tenho dúvidas para acreditar que 2014 não venha a ser um ano melhor para Federer. Numa opinião muito otimista, diria que ele ganha um GS (W ou US). Sendo menos otimista, que chega em todas as semis e, em pelo menos, uma final de GS. Sendo pessimista, que ele ganha apenas 4 torneios do nível 250 e 500. Pronto! Vida longa a Federer! E que venha 2014!

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