Certo ou errado ?



Meu título do post vai para dois assuntos que gostaria de abordar com vocês caros leitores. O primeiro é a notícia de Novak Djokovic que contratou o alemão Boris Becker como seu novo treinador.

No US Open o sérvio havia contratado a ajuda do polonês Wojtek Fibak como treinador e a imprensa sérvia dava a entender que um novo nome seria anunciado para a nova temporada.

Em primeiro lugar, o sérvio não precisa de marketing, ele já é um grande produto, mas logicamente que atrai mais a atenção uma parceria com alguém que já fez história no esporte e que é uma lenda.

Djokovic destaca corriqueiramente que seu principal objetivo em 2014 seria o título de Roland Garros, mas essa nova aquisição parece não mostrar isso visto o histórico do alemão e estilo de jogo nada apropriado para o saibro. A não ser que Djokovic tenha o intuito de vencer Nadal em Paris jogando mais na rede o que, dado a velocidade da quadra, não vejo como uma boa solução. No meu entender, a parceria visa que o sérvio melhore seu jogo de rede, voleios e estilo mais agressivo. Todavia Becker tem uma personalidade forte. Pode ser positivo se Djoko ouvir o alemão, ou pode ser negativo se as ideias se desencontrarem. Se a contratação foi certa ou errada só o tempo irá dizer, as parcerias de Murray-Lendl e Sharapova-Connors são os maiores exemplos de sucesso e fracasso no tênis atual.

Meu final de semana na Costa do Sauípe rendeu bastante. Apesar de não valer muita coisa, tirando o feminino, o torneio trouxe muita gente no tênis nacional e algumas histórias bem legais como meu papo com o diretor do WTA de Florianópolis, Rafael Westrupp, muito bem articulado e didático. Obviamente a grande questão da principal atleta pro torneio 2014 não foi revelada, mas senti verdade ao vê-lo dizer que nada está fechado.

Ele conta como foi a negociação com Serena Williams que se interessou para jogar o evento, mas não virá no próximo ano, e da recusa do convite pedido por uma campeã de Roland Garros, Francesca Schiavone. Após perder em Bogotá, a italiana que foi 5 do mundo pediu para jogar o evento em fevereiro passado por meio de um convite, mas Westrupp NEGOU e priorizou as tenistas do Brasil. Certo ou errado ? Uma situação delicada para qualquer diretor. Mas na minha concepção é correto. Temos que privilegiar as tenistas do Brasil que estão subindo, mas fatalmente se fosse uma Sharapova, Serena, Azarenka, não creio que a resposta seria a mesma…

Como paralelo lembro do Brasil Open passado que deu apenas um convite a brasileiro, Ricardo Mello, e outros dois para Rafael Nadal e Tommy Robredo. Neste caso, o torneio é de propriedade da Octagon, empresa estrangeira que cede a organização para a Koch Tavares. Como uma empresa de fato deve-se priorizar o que traz mais retorno, mas acaba abalando a imagem com o tênis local. Obviamente que o convite para Nadal é incontestável.

Aqui meu bate-papo com Westrupp – Recusa de convite à Schiavone / Sobre WTA de Floripa

Curtinhas:

A ITF elegeu Djokovic como o melhor de 2013. Segundo explicações, os resultados mais constantes em Slams foram o diferencial. Mas ora bolas, Nadal venceu dois Majors participando de três e Djokovic venceu um jogando os quatro. Nadal ganhou dez títulos e cinco Masters e Djokovic venceu sete torneios, sendo três Masters. Na minha concepção, o comprometimento maior com a Copa Davis jogando o ano todo fez uma diferença visto que o torneio é organizado pela ITF.



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