Quali da Austrália ou Aberto de São Paulo ?



Chega o fim do ano e a dúvida sempre martela o tenista que está pouco depois dos 100 até os 250 do mundo. Jogo o Aberto de São Paulo ou o quali do Australian Open ?

A dúvida aumentou em especial este ano pelo atraso no tradicional evento paulista, que com alguns problemas nos patrocinadores, demorou a pagar o valor pedido pela ATP e só apareceu no fim de novembro no calendário e só entrou no último final de semana como um torneio similar ao ano passado de premiação (US$ 125 mil + H).

O Aberto de SP larga no dia 30 de dezembro e dará 125 pontos ao campeão. Contudo o torneio termina no domingo e o quali na Austrália começa na quarta-feira. O jogador que alcança as finais da competição chega em cima do lance e com 13h de fuso para poder se adaptar em talvez nenhum dia.

A questão do preço das passagens é outro fator. Em uma pesquisa em sites de voos pela internet, os preços para se viajar até o sábado, dia 4 de janeiro, ficam um pouco acima dos R$ 5 mil. Quem sai no domingo, dia 5, teria que pagar 5x mais, ou seja, US$ 12 mil, em torno dos R$ 25 mil. Marcando o voo para segunda, dia 6, o atleta não chega a tempo de jogar o quali na Austrália.

Por conta da distância e consequentes desistências, o quali da Austrália pode ser considerado o menos difícil de ser passado – em alguns anos a fase prévia fechou acima dos 300 no ranking. Mesmo assim nunca é fácil passar um quali de Slam e a dificuldade é maior em comparação com a lista de jogadores que temos no Aberto de São Paulo.

Imagine o atleta desembolsando o valor acima (fora a hospedagem) para disputar um torneio apenas ? Péssimo se ficar pelo caminho, porém muito bom se furar o quali com os US$ 30 mil ganhos da chave principal, fora a exposição de mídia e confiança que pode ganhar se seguir avançando na competição.

Na minha concepção, o ideal seria disputar os qualies da primeira semana, em Brisbane (em 2013 o último aceito foi o número 209 e em 2012 jogadores de duplas atuaram), mas seria preciso um planejamento diferente para a pré-temporada, tendo que viajar para a Austrália em torno do dia 22, 23 ou 24 de dezembro. Só que a maioria dos tenistas do Brasil iniciariam a pré agora em dezembro e o trabalho de base e preparo dura em torno de três semanas, ou seja, bem complicado.

A dúvida é grande e o risco também. É mais fácil o tenista ficar acomodado em São Paulo, somar os pontos em um torneio menos difícil, ganhar pouca grana, mas evitar gastar muito.

Curtinhas:

Thomaz Bellucci tomou o risco de não jogar SP e ir direto para a Austrália somente pro quali de Melbourne. Rogério Dutra Silva e João Souza, o Feijão, a princípio jogam SP e o quali na Austrália e Guilherme Clezar ainda depende de um problema na passagem para a Oceânia para tomar sua decisão.

Mudando de assunto. A ATP elegeu a virada de Rogerinho sobre Vasek Pospisil no US Open como a QUARTA MAIOR de toda a temporada. O brasileiro salvou sete match-points, o maior número desde a vitória de Vincent Spadea sobre Florent Serra em Roland Garros 2004.

 



  • OTAVIO NEVES

    Caro Fabrizio: Você sabe se teremos ainda neste ano (ou a partir de…), no Rio/RJ, algum ponto físico de venda de ingressos para o RIO OPEN 2014 ??? Grande Abraço.

  • Imagine o atleta desembolsando o valor acima (fora a hospedagem) para disputar um torneio apenas ? Péssimo se ficar pelo caminho, porém muito bom se furar o quali com os US$ 30 mil ganhos da chave principal, fora a exposição de mídia e confiança que pode ganhar se seguir avançando na competição.

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